Guimarães Rosa | 10 livros para download em PDF

De suas andanças pelo sertão mineiro, Guimarães Rosa encontrou a inspiração que revolucionou a narração do ambiente sertanejo, pode-se dizer que o autor é um divisor de águas da tradição regionalista na literatura brasileira. Vários autores, como José de Alencar, Graciliano Ramos e José Lins do Rego, por exemplo, já tinham trilhado o mesmo caminho. Cada um deles, a seu modo, trabalhou os diversos recursos da linguagem do sertanejo. No entanto, optaram, com frequência, por misturar o falar regional com a norma culta.

A proposta inovadora de Guimarães Rosa foi a da recriação do falar sertanejo não só no vocabulário, mas na organização da frase. Assim, o falar do sertão perpassa toda a narrativa, afetando igualmente toda a estrutura do texto.

Para aqueles que queiram conhecer a obra e o pensamento do autor, seguem abaixo 10 de seus livros para download:

A hora e a vez de Augusto Matraga – CLIQUE AQUI!
Noites do sertão – CLIQUE AQUI!
Ave, palavra – CLIQUE AQUI!
Tutameia – CLIQUE AQUI!
O recado do morro – CLIQUE AQUI!
No Urubuquaquá, no Pinhém – CLIQUE AQUI!
Primeiras Estórias – CLIQUE AQUI!
Sagarana – CLIQUE AQUI!
Manuelzão e Miguelim – CLIQUE AQUI!
Grande Sertão: Veredas – CLIQUE AQUI!

Download via LeLivros

Cinema-e-literatura-brasileira-10-flimesPara aqueles que gostaram deste post, indicamos também o post “Cinema e literatura brasileira: 10 filmes para ler ou 10 livros para assistir…”, para ver clique aqui!

Arte, poesia e filosofia… Clique aqui e conheça nossa loja!
Guimaraes-Rosa-Coragem-SLIDE-1-(VERMELHO)
Camiseta Guimarães Rosa “Coragem”, para ver é só clicar aqui!
GOSTOU DESTE POST?
QUER RECEBER NOSSAS NOVIDADES E CONTEÚDO EXCLUSIVO EM SEU E-MAIL?
ASSINE NOSSA NEWSLETTER !

 

O Homem: animal social ou político? | Por Hannah Arendt

O Homem: Animal Social ou Político
Por Hannah Arendt

A vita activa, ou seja, a vida humana na medida em que se empenha ativamente em fazer algo, tem raízes permanentes num mundo de homens, ou de coisas feitas pelos homens, um mundo que ela jamais abandona ou chega a transcender completamente. As coisas e os homens constituem o ambiente de cada uma das atividades humanas, que não teriam sentido sem tal localização; e, no entanto, este ambiente, o mundo ao qual viemos, não existiria sem a atividade humana que a produziu, como no caso das coisas fabricadas; que dele cuida, como no caso das terras de cultivo; ou que o estabeleceu através da organização, como no caso do corpo político. Nenhuma vida humana, nem mesmo a vida do eremita em meio à natureza selvagem, é possível sem um mundo que, direta ou indiretamente, testemunhe a presença de outros seres humanos.

Todas as atividades humanas são condicionadas pelo fato de que os homens vivem juntos; mas a ação é a única que não pode sequer ser imaginada fora da sociedade dos homens. A atividade do labor não requer a presença de outros, mas um ser que “laborasse” em completa solidão não seria humano, e sim um animal laborans no sentido mais literal da questão. Um homem que trabalhasse e fabricasse e construísse num mundo habitado somente por ele mesmo não deixaria de ser um fabricador, mas não seria um homo faber: teria perdido a sua qualidade especificamente humana e seria, antes, um deus – certamente não o Criador, mas um demiurgo divino como Platão o descreveu em um de seus mitos. Só a ação é prerrogativa exclusiva do homem; nem um animal nem um deus é capaz de ação, e só a ação depende inteiramente da constante presença de outros. Esta relação especial entre a ação e a vida em comum parece justificar plenamente a antiga tradução do zoom politikon de Aristóteles como animal socialis, que já encontramos em Sêneca e que, até Tomás de Aquino, foi aceita como tradução consagrada: Homo est naturaliter politicus, id est, socialis (“o homem é, por natureza, político, isto é, social”). Melhor que qualquer teoria complicada, esta substituição inconsciente do social pelo político revela até que ponto a concepção original grega de política havia sido esquecida. Para tanto, é significativo, mas não conclusivo, que a palavra “social” seja de origem romana, sem qualquer equivalente na língua ou no pensamento gregos.

Não obstante, o uso latino da palavra societas tinha também originalmente uma acepção claramente política, embora limitada: indicava certa aliança entre pessoas para um fim específico, como quando os homens se organizavam para dominar outros ou para cometer um crime. É somente com o ulterior conceito de uma societa generis humani, uma “sociedade da espécie humana”, que o termo “social” começa a adquirir o sentido geral de condição humana fundamental… (Continua…)

Par ler o texto completo ou fazer o download – CLIQUE AQUI!

Hannah-Arendt-Filme-Online-e-Livro-para-downloadPara aqueles que gostaram deste post indicamos também o post “Hannah Arendt e a banalidade do mal | Filme e livro”, para ver é só clicar aqui!

Arte, poesia e filosofia… Clique aqui e conheça nossa loja!
Aristoteles-Metafisica-SLIDE2
Camiseta Aristóteles “Metafísica”, para ver é só clicar aqui!
GOSTOU DESTE POST?
QUER RECEBER NOSSAS NOVIDADES E CONTEÚDO EXCLUSIVO EM SEU E-MAIL?
ASSINE NOSSA NEWSLETTER !

 

“Os Sertões” de Euclides da Cunha | Filme e livro

Engenheiro, jornalista e escritor, Euclides da Cunha desembarcou no sertão baiano para cobrir a revolta de Canudos. A experiência o levou a escrever Os sertões, um dos grandes clássicos da literatura brasileira.

Em inícios do século XX, as condições de vida no Brasil como um todo eram bem difíceis, no entanto, no interior do país estas condições eram bem mais acentuadas: neste período a média de vida da população da região de Canudos, por exemplo, não passava de 27 anos…Neste contexto, em Canudos, surge a figura de Antônio Conselheiro, um fanático religioso da região que se instala em uma fazenda abandonada. Aos poucos, ao redor dessa fazenda, foi se formando um povoado de pessoas abandonadas à própria sorte, que tinham em Conselheiro um líder espiritual.

Estima-se que a comunidade chegou a contar com 25 mil habitantes, que, isolados e sem pagar impostos, o conflito foi germinado pelos sermões de Conselheiro, que não tratavam apenas das salvação das almas, mas também faziam críticas poderosas À miséria e à opressão política.

Em 1897, Euclides da Cunha, foi enviado a Canudos como correspondente do jornal O Estado de São Paulo. Estarrecido com tudo o que viu e considerando que o conflito entre os sertanejos e as tropas do governo foi finalizado de forma injusta e cruel, anos depois escreveu sua obra-prima, Os sertões.

Para aqueles que queiram conhecer melhor a obra segue abaixo os links para fazer o download do livro e para assistir o filme online. Bom filme e boa leitura!

Livro 

Para fazer o download do livro “Os Sertões” – CLIQUE AQUI!

Filme

Cinema-e-literatura-brasileira-10-flimes

Para aqueles que gostaram deste post indicamos também o post “Cinema e Literatura Brasileira: 10 filmes para ler, ou 10 livros para assistir”, para ver é só clicar aqui!

Arte, poesia e filosofia… Clique aqui e conheça nossa loja!
Guimaraes-Rosa-Coragem-SLIDE-1-(VERMELHO)
Camiseta Guimarães Rosa “Coragem”, para ver é só clicar aqui!
GOSTOU DESTE POST?
QUER RECEBER NOSSAS NOVIDADES E CONTEÚDO EXCLUSIVO EM SEU E-MAIL?
ASSINE NOSSA NEWSLETTER !

Álbum de família | Por Pierre Bourdie

Álbum de família

Por Pierre Bourdieu*

“A Galeria de Retratos democratizou-se e cada família tem, na pessoa do seu chefe, o seu retratista. Fotografar as suas crianças é fazer-se historiógrafo da sua infância e preparar-lhes, com um legado, a imagem do que foram […]. O álbum de família exprime a verdade da recordação social. Nada se parece menos com a busca artística do tempo perdido que estas apresentações comentadas das fotografias de família, ritos de interação a que a família sujeita os seus novos membros.

As imagens do passado dispostas em ordem cronológica, ‘ordem das estações’ da memória social, evocam e transmitem a recordação dos acontecimentos que merecem ser conservados porque o grupo vê um fator de unificação nos monumentos da sua unidade passada ou, o que é equivalente, porque retém do seu passado as confirmações da sua unidade presente. é por isso que não há nada que seja mais decente, que estabeleça mais confiança e seja mais edificante que um álbum de família: todas as aventuras singulares que a recordação individual encerra na particularidade de um segredo são banidas, e o passado comum […] tem nitidez quase coquetista de um monumento funerário frequentado assiduamente'”.

*BOURDIEU, Pierre. Un art moyen. Essai sur les usages sociaux de la photographie. Paris: Minuit, 1965. p. 53 – 54, apud LEGOFF, Jacques. História e memória. Tradução de Bernardo Leitão et al. 5. ed. Campinas: Ed da Unicamp, 2003. p. 460.


Bourdieu-Documentario-A-sociologia-e-um-esporte-de-combate-Farofa-FilosoficaPara aqueles que gostaram deste post indicamos também indicamos o post “Pierre Bourdieu | Documentário A Sociologia é um esporte de combate”, para ver é só clicar aqui!

Arte, poesia e filosofia… Clique aqui e conheça nossa loja!
Platao-uma-vida
Camiseta Platão “Uma vida”, para ver é só clicar aqui!
GOSTOU DESTE POST?
QUER RECEBER NOSSAS NOVIDADES E CONTEÚDO EXCLUSIVO EM SEU E-MAIL?
ASSINE NOSSA NEWSLETTER !

Sobre a construção e a aceitação da verdade | Por Friedrich Nietzsche

Sobre a construção e a aceitação da verdade

Por Friedrich Nietzsche*

“O que, em verdade, sabe o homem sobre si mesmo? Algum dia poderia ele perceber-se inteiramente, exposto como numa vitrine iluminada? […]

Na medida em que o indivíduo, em oposição aos outros indivíduos, quer conservar-se num estado natural das coisas, ele utiliza o intelecto na maioria das vezes somente para a dissimulação: mas porque ao mesmo tempo o homem, por necessidade e tédio, quer exixtir social e gregariamente, ele precisa de um tratado de paz[…]. Esse tratado de paz implica algo que a partir de então deve ser “verdade”, quer dizer, é inventada uma designação das coisas igualmente válida e obrigatória, e a legislação da linguagem institui também as primeiras leis da verdade: pois surge aqui, pela primeira vez, o contraste entre verdade e mentira.

O mentiroso utiliza as denominações válidas, as palavras, para fazer parecer o irreal como real; ele diz, por exemplo: “sou rico!”, enquanto a designação correta  para o seu estado seria justamente “pobre”. Ele abusa das convenções estabelecidas através de trocas quaisquer ou mesmo inversões de nomes. Se faz isso de maneira egoísta e prejudicial, a sociedade não mais confiará nele e o excluirá de si. Nisso, os homens não evitam tanto ser enganados quanto serem prejudicados por engano: também nesse nível, eles basicamente não odeiam o engano, mas as consequências graves e hostis de certos tipos de engano. É num sentido semelhante e restrito que o homem quer somente a verdade: ele ambiciona as agradáveis consequências da verdade, que conservam avida; e é indiferente ao conhecimento puro, sem consequências, se indispõe até mesmo de modo hostil às verdades talvez prejudiciais e destrutivas.”

*NIETZSCHE, Friedrich. Sobre a verdade e a mentira em um sentido “extramoral” (1873). In: MARCONDES, Danilo. Textos básicos de filosofia: dos pré-socráticos a Wittgenstein. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2000. p. 141-142


Documentario-NietzschePara aqueles que gostaram deste post indicamos também o post “Nietzsche | Documentário BBC”, para ver é só clicar aqui!

Arte, poesia e filosofia… Clique aqui e conheça nossa loja!
Nietzsche-Labirinto-Slide
Camiseta Nietzsche “Labirinto”, para ver é só clicar aqui!
GOSTOU DESTE POST?
QUER RECEBER NOSSAS NOVIDADES E CONTEÚDO EXCLUSIVO EM SEU E-MAIL?
ASSINE NOSSA NEWSLETTER !

 

Documentário Paulo Freire Contemporâneo | Online

Paulo Freire (1921 – 1997)  foi um educador e pedagogo, um dos acadêmicos brasileiros mais homenageados: ganhou 29 títulos de Doutor Honoris Causa de universidades da Europa e América; e recebeu diversos prêmios, como o prêmio da UNESCO de Educação para a Paz em 1986. Em 13 de abril de 2012 foi sancionada a lei 12.612 que declara o educador como o Patrono da Educação Brasileira.

O documentário produzido pela TV Escola retoma as origens das primeiras experiências de alfabetização e de educação popular freirianas, quase 50 anos depois de sua realização em Angicos (RN), para mostrar de que forma os elementos fundamentais de seu pensamento e pedagogia estão vivos e presentes até os dias atuais.

Paulo-Freire-Livros-em-PDF-para-DownloadPara aqueles que gostaram deste post, indicamos também o post “Paulo Freire | 14 livros para download”, para ver é só clicar aqui!

Arte, poesia e filosofia… Clique aqui e conheça nossa loja!
Lorca-SLIDE
Camiseta Lorca “Amantes”, para ver é só clicar aqui!
GOSTOU DESTE POST?
QUER RECEBER NOSSAS NOVIDADES E CONTEÚDO EXCLUSIVO EM SEU E-MAIL?
ASSINE NOSSA NEWSLETTER !

O que significa a ética do discurso? | Texto de Jurgen Habermas

O que significa a ética do discurso?
Por Jurgen Habermas*

“Permitam-me que esclareça, em primeiro lugar, o caráter deontológico, cognitivista, formalista e universalista da ética kantiana. Dado que Kant pretende cingir-se ao conjunto de juízos normativos passíveis de fundamentação, vê-se obrigado a tomar por base um conceito restrito de moral. As éticas clássicas dizem respeito a todas as questões do ‘bem viver’; a ética de Kant diz apenas respeito a problemas da ação correta ou justa. Os juízos morais explicam como os conflitos de conduta podem ser contornados com base num acordo motivação racional. Em sentido lato, eles servem para justificar a conduta à luz de normas válidas ou a validade das normas à luz de princípios dignos de reconhecimento. O fenômeno fundamental que aguarda explicação por parte da teoria da moral é precisamente o da validade moral das obrigações ou das normas de conduta.

É nesta perspectiva que falamos de uma ética deontológica. Esta compreende a correção das normas ou das obrigações em analogia com a verdade de uma proposição assertória. É claro que a ‘verdade’ moral de proposições normativas não pode ser assimilada – como sucede no intuicionismo ou na ética de valores – pela validade assertória das proposições afirmativas. Kant não confunde a razão teórica com a prática. A meu ver, a correção normativa é uma pretensão de validade análoga à pretensão da verdade. É neste sentido que falamos de uma ética cognitivista. A esta cabe a tarefa de responder à questão de como se podem fundamentar afirmações normativas. Embora Kant escolha a forma imperativa (‘Age só pela máxima que se possa transformar ao mesmo tempo, por ação de teu desejo, em lei geral!’), imperativo categórico assume o papel de um princípio de justificação, assinalando como válidas as normas de conduta suscetíveis de generalização: todos os seres dotados de razão têm de ser capazes de desejar o que se encontra moralmente justificado. É nesta perspectiva que falamos de uma ética formalista. Na ética do discurso, o método do discurso, o método da argumentação moral substitui o imperativo categórico. É ela que formula o princípio ‘D’:

  • as únicas normas que têm o direito de reclamar validade são aquelas que podem obter a anuência de todos os participantes envolvidos num discurso prático.

O imperativo categórico desce ao mesmo tempo na escala, transformando-se num princípio de universalização ‘U’, que nos discursos práticos assume o papel de uma regra de argumentação:

  • no caso das normas em vigor, os resultados e as consequências secundárias, provavelmente decorrentes de um cumprimento geral dessas mesmas normas e a favor da satisfação dos interesses de cada um, terão de poder ser aceites voluntariamente por todos.

Finalmente, designamos de universalista uma ética que afirma que este princípio moral (ou um idêntico) não exprime apenas as instituições de dada cultura ou de dada época, mas tem também uma validade geral. Apenas uma fundamentação do princípio moral que não implique desde logo a referência a um fato da razão poderá enfraquecer a suspeição de um sofisma etnocêntrico. Torna-se necessário conseguir demonstrar que o nosso princípio moral não reflete unicamente os preconceitos do habitante adulto da Europa Central de nossos dias, de raça branca, mas tão-só recordar a tese que a ética do discurso propõe a este respeito: quem, de um modo sério, empreende a tentativa de participar numa argumentação, admite implicitamente pressupostos pragmáticos gerais de teor normativo; é, então, possível abstrair o princípio moral a partir do teor destes pressupostos argumentativos, desde que se saiba o que significa justificar uma norma de conduta.”

*HABERMAS, Jurgen. Comentários à ética do discurso. Lisboa: Instituto Piaget, s/d. p. 15-16

Para fazer o download deste texto – CLIQUE AQUI!

Habermas-8-livros-em-PDF-para-download-Farofa-FilosoficaPara aqueles que gostaram deste post indicamos o post “Habermas: 8 livros para download”, para ver é só clicar aqui!

Arte, poesia e filosofia… Clique aqui e conheça nossa loja!
Platao-uma-vida
Camiseta Platão “Uma vida”, para ver é só clicar aqui!
GOSTOU DESTE POST?
QUER RECEBER NOSSAS NOVIDADES E CONTEÚDO EXCLUSIVO EM SEU E-MAIL?

ASSINE NOSSA NEWSLETTER !

O homem é um animal político | Texto de Aristóteles

O homem é um animal político
Texto de Aristóteles*

A sociedade que se formou da reunião de várias aldeias constitui a Cidade, que tem a faculdade de se bastar a si mesma, sendo organizada não apenas para conservar a existência, mas também para buscar o bem-estar. Esta sociedade, portanto, também está nos desígnios da natureza, como todas as outras que são seus elementos. Ora, a natureza de cada coisa é propriamente seu fim. Assim, quando um ser é feito, de qualquer espécie que ele seja – homem, cavalo, família -, dizemos que ele está na natureza. Além disso, a coisa que, pela mesma razão, ultrapassa as outras e se aproxima mais do objeto proposto deve ser considerada melhor. Bastar-se a si mesma é uma meta a que tende toda a produção da natureza e é também o mais perfeito estado. É, portanto, evidente que toda Cidade está na natureza e que o homem é naturalmente feito para a sociedade política.

[…]

Assim, o homem é um animal cívico [político], mais social do que as abelhas e os outros animais que vivem juntos. A natureza que nada faz em vão, concedeu apenas a ele o dom da palavra, que não devemos confundir com os sons da voz. Estes são apenas a expressão de sensações agradáveis ou desagradáveis, de que os outros animais são, como nós, capazes. A natureza deu-lhes um único órgão limitado a este único efeito; nós, porém, temos a mais, senão o conhecimento desenvolvido, pelo menos o sentimento obscuro do bem e do mal, do útil e do nocivo, do justo e do injusto, objetos para a manifestação dos quais nos foi principalmente dado o órgão da fala. Este comércio da palavra é o laço de toda sociedade doméstica e civil.

O Estado, ou sociedade política, é até mesmo o primeiro objeto a que se propôs a natureza. O todo existe necessariamente antes da parte. As sociedades domésticas e os indivíduos não são senão as partes integrantes da Cidade, todas subordinadas ao corpo inteiro, todas distintas por seus poderes e suas funções, e todas inúteis quando desarticuladas, semelhantes às mãos e aos pés que, uma vez separados do corpo, só conservam o nome e a aparência, sem a realidade, como uma mão de pedra. O mesmo ocorre com os membros da Cidade: nenhum pode bastar-se a si mesmo. Aquele que não precisa dos outros homens, ou não pode resolver-se a ficar com eles, ou é um deus, ou é um bruto. Assim, a inclinação natural leva os homens a este gênero de sociedade.

*ARISTÓTELES. A política. São Paulo: Martins Fontes, 1991. P. 3-5

Para fazer o download deste texto é só clicar aqui!
Arte, poesia e filosofia… Clique aqui e conheça nossa loja!
Aristoteles-Metafisica-SLIDE2
Camiseta Aristóteles “Metafísica”, para ver é só clicar aqui!
GOSTOU DESTE POST?
QUER RECEBER NOSSAS NOVIDADES E CONTEÚDO EXCLUSIVO EM SEU E-MAIL? ASSINE NOSSA NEWSLETTER !

Eduardo Galeano | 8 livros para download em PDF

Eduardo Galeano (1940 – 2015) foi um escritor e jornalista uruguaio. Produziu dezenas de obras, no entanto, seu livro mais conhecido é “As veias abertas da América Latina”, uma análise sobre a exploração econômica da América Latina desde os tempos do período colonial. Suas obras foram traduzidas em vários idiomas e se caracterizam pela combinação de gêneros: ficção, análise política, História e jornalismo.

Para queles que queiram conhecer melhor a obra de Eduardo Galeano, seguem abaixo 8 de seus livros para download em PDF:

Os nascimentos – Memórias do fogo – CLIQUE AQUI!
Mulheres – CLIQUE AQUI!
Futebol ao sol e à sombra – CLIQUE AQUI!
De pernas pro ar – CLIQUE AQUI!
O livro dos abraços – CLIQUE AQUI!
O teatro do bem e do mal – CLIQUE AQUI!
As veias abertas da América Latina – CLIQUE AQUI!
Vagamundo – CLIQUE AQUI!

Downloads via Lelivros

Arte, poesia e filosofia… Clique aqui e conheça nossa loja!
Platao-uma-vida
Camiseta Platão “Uma vida”, para ver é só clicar aqui!
GOSTOU DESTE POST?
QUER RECEBER NOSSAS NOVIDADES E CONTEÚDO EXCLUSIVO EM SEU E-MAIL? ASSINE NOSSA NEWSLETTER !

 

 

As redes de poder | Texto de Michel Foucault

As redes de poder

Por Michel Foucault

Em todo caso, a questão que quero colocar é a seguinte: como foi possível que nossa sociedade, a sociedade ocidental em geral, tenha concebido o poder de uma maneira tão restritiva, tão pobre, tão negativa? Por que concebemos sempre o poder como regra e proibição, por que esse privilégio? Evidentemente podemos dizer que isso se deve à influência de Kant, ideia segundo a qual, em última instância, a lei moral, o “ você não deve”, a oposição “deve/não deve”, é no fundo a matriz da regulação de toda a conduta humana. Mas, a verdade, essa explicação pela influência de Kant é evidentemente insuficiente. O problema é saber se Kant exerceu tal influência. Por que foi tão poderosa? Por que Durkheim […] pode apoiar-se dessa maneira sobre Kant quando se tratava de fazer a análise do mecanismo de poder em uma sociedade? Creio que podemos analisar a razão disso nos seguintes termos: no fundo, no Ocidente, os grandes sistemas estabelecidos desde a Idade Média desenvolveram-se por intermédio do crescimento do poder monárquico, à custa do poder, ou melhor, dos poderes feudais.

Nessa luta entre os poderes feudais e o poder monárquico, o direito foi sempre o instrumento do poder monárquico contra as instituições, os costumes, os regulamentos, as formas de ligação e de pertença características da sociedade feudal.

Darei dois exemplos: por um lado o poder monárquico desenvolve-se no Ocidente em grande parte sobre as instituições jurídicas e judiciais, e desenvolvendo tais instituições logrou substituir a velha solução dos litígios privados mediante a guerra civil por um sistema de tribunais com leis, que proporcionavam de fato ao poder monárquico a possibilidade de resolver ele mesmo as disputas entre os indivíduos. Dessa maneira, o direito romano, que reaparece no Ocidente nos séculos XIII E XIV, foi um instrumento formidável nas mãos da monarquia para conseguir definir as formas e os mecanismos de seu próprio poder, à custa dos poderes feudais. Em outras palavras, o crescimento do Estado na Europa foi parcialmente garantido, ou, em todo caso, usou como instrumento o desenvolvimento de um pensamento jurídico. O poder monárquico, o poder do Estado, está essencialmente representado no direito.

Ora, acontece que a burguesia, que se aproveita extensamente do desenvolvimento do poder real e da diminuição, do retrocesso dos poderes feudais, ao mesmo tempo tinha um interesse em desenvolver esse sistema de direito que lhe permitiria, por outro lado, dar forma aos intercâmbios econômicos, que garantiam seu próprio desenvolvimento social. De modo que o vocabulário, a forma do direito, foi uma forma de representação do poder comum à burguesia e à monarquia. A burguesia e a monarquia lograram instalar, pouco a pouco, desde o fim da Idade Média até o século XVIII, uma forma de poder que se representava, que se apresentava como discurso, como linguagem, o vocabulário do direito. E quando a burguesia desembaraçou-se finalmente do poder monárquico, o fez precisamente utilizando este discurso jurídico que havia sido até então o da monarquia, e que foi usado contra a própria monarquia.

FOUCAULT, Michel. Las redes del poder. In: Ferrer, Cristian. El lenguaje libertario. 1990. 0. 25-26.

Para ler o texto online ou baixá-lo – CLIQUE AQUI!
Arte, poesia e filosofia… Clique aqui e conheça nossa loja!
Foucault---Panoptico---SLIDE1
Camiseta Foucault “Panóptico”, para ver é só clicar aqui!
GOSTOU DESTE POST?
QUER RECEBER NOSSAS NOVIDADES E CONTEÚDO EXCLUSIVO EM SEU E-MAIL? ASSINE NOSSA NEWSLETTER !

Gilka Machado | 3 livros para download em PDF

Gilka Machado foi uma das primeiras vozes femininas do Brasil, ficou conhecida como uma das primeiras mulheres a escrever poesia erótica no Brasil; também foi uma das fundadoras do Partido Republicano Feminino (em 1910), que defendia o direito das mulheres ao voto.

Com 13 anos ganha um concurso pelo jornal A imprensa, quando arrebata os 3 primeiros prêmios, com poemas assinados com seu próprio nome e com pseudônimos. Mas só em 1915, aos 22 anos, publica seu primeiro livro, Cristais Partidos. Em 1916 profere a conferência ‘A revelação dos perfumes’.

Seguem-se outros livros, ao longo da década de 1920, como Estados d’Alma (1917), Mulher Nua (1922), Meu Glorioso Pecado (1928). Seus poemas foram também republicados em outros volumes: os dois primeiros livros, em Poesias (1918); e alguns, escolhidos, em Carne e Alma (1931), em Meu rosto (1947), e em Velha Poesia (1965), antes que as Poesias Completas ganhassem duas edições: em 1978 e em 1991.

Meu glorioso peccado – CLIQUE AQUI!
Crystaes partidos – CLIQUE AQUI!
Poesias – CLIQUE AQUI!

Downloads via Biblioteca Brasiliana

Arte, poesia e filosofia… Clique aqui e conheça nossa loja!
Clarice-Lispector-Brisa-e-Ventania-SLIDE
Camiseta Clarice Lispector “Brisa e ventania”, para ver é só clicar aqui!
GOSTOU DESTE POST?
QUER RECEBER NOSSAS NOVIDADES E CONTEÚDO EXCLUSIVO EM SEU E-MAIL?
ASSINE NOSSA NEWSLETTER !

Edmund Husserl | 6 livros para download em PDF

Alemão de origem judaica, Edmund Husserl foi discípulo do filósofo Franz Brentano, desenvolveu suas pesquisas no campo da fenomenologia. Sua obra procura analisar e conhecer a experiência imediata por meio dos atos da consciência, denominadas por ele como “vivências”, especificando as distintas formas pelas quais a experiência apresenta-se ao sujeito. Chamou o objeto conhecido de noema e a consciência desse conhecimento de noesis, que, por sua vez, pode adotar formas como a percepção, a lembrança, o desejo ou a necessidade.

Para aqueles que queiram conhecer melhor a obra e o pensamento do filósofo, seguem abaixo 7 de seus livros para download:

A ideia da fenomenologia – CLIQUE AQUI!
A ingenuidade da ciência – CLIQUE AQUI!
Conferências de Paris – CLIQUE AQUI!
Crise da humanidade européia e a crise – CLIQUE AQUI!
Ideias para um fenomenologia pura e para uma filosofia fenomenológica – CLIQUE AQUI!
Renovação seu problema e método – CLIQUE AQUI!

Arte, poesia e filosofia… Clique aqui e conheça nossa loja!
Nietzsche-e-Schopenhauer
Camiseta “Filosofar é preciso…”, para ver é só clicar aqui!
GOSTOU DESTE POST?
QUER RECEBER NOSSAS NOVIDADES E CONTEÚDO EXCLUSIVO EM SEU E-MAIL?
ASSINE NOSSA NEWSLETTER !

A bicicleta de Kant | Curta

No interior de um teatro vazio e em um tempo que pouco importa, um espetáculo está prestes a começar. No escuro, passos são ouvidos, mas não há ninguém lá. O alarme do teatro toca indicando o início. E no palco, há apenas uma atriz prostrada sobre uma bicicleta, uma misteriosa manivela acoplada e vídeos sendo projetados na parede. A Bicicleta de Kant é a representação imagética do pressuposto de que a vida é a projeção dos eventos que vivenciamos. Natureza, luz, céu, humanidade, guerra, destruição, vida e morte, tudo é projetado para descobrir o que há além do campo dos fenômenos, ou pelo menos, nos deixar com essa pergunta na mente…

Para assistir ao curta – CLIQUE AQUI!

Imagem, texto e curta via Libreflix

Arte, poesia e filosofia… Clique aqui e conheça nossa loja!
Nietzsche-e-Schopenhauer
Camiseta “Nietzsche e Schopenhauer: filosofar é preciso”, para ver é só clicar aqui!
GOSTOU DESTE POST?
QUER RECEBER NOSSAS NOVIDADES E CONTEÚDO EXCLUSIVO EM SEU E-MAIL?
ASSINE NOSSA NEWSLETTER !

 

Filosofia Francesa: 10 obras fundamentais

Para aqueles que queiram conhecer melhor a filosofia francesa, selecionamos 10 clássicos de vários autores bem conhecidos. De Decartes a Foucault, passando por Pascal, Sartre, Derrida, etc. Confira:

Montaigne1. Montaigne

Michel de Montaigne (1533 – 1592) é autor de uma obra bem original, que dá início a um novo gênero literário-filosófico: Os Ensaios, publicado em 1580, é uma obra que ilustra bem esta característica do autor. Nela, Montaigne “ensaia a si mesmo”: faz do próprio eu seu objeto, realizando uma análise livre e crítica da sociedade e da cultura da época.

Para fazer o download do livro “Os Ensaios” de Montaigne – CLIQUE AQUI!

Rene-Descartes2. Descartes

René Descartes (1596 – 1650) inaugurou o racionalismo e a filosofia moderna. Sua obra abrange campos variados como matemática, filosofia, física e medicina. A máxima “cogito, ergo sum” (penso, logo, existo) foi o axioma sobre o qual René Descartes (1596 – 1650) fundamentou sua filosofia. O método de Descartes, denominado “cartesiano”, influenciou diversos pensadores. Sua obra  mais conhecida é Discurso do Método.

Para fazer o download do livro “Discurso de método” de Descartes – CLIQUE AQUI!

blaise-pascal3. Blaise Pascal

Blaise Pascal (1623 – 1662) foi um matemático, físico, inventor e filósofo francês. Na literatura, Pascal é considerado um dos autores mais importantes do período clássico francês e é lido hoje como um dos maiores mestres da prosa francesa. O conteúdo de sua obra literária é mais lembrado por sua forte oposição ao racionalismo de René Descartes.

Para fazer o download do livro “Pensamentos” de Pascal – CLIQUE AQUI!

Voltaire4. Voltaire

François-Marie Arouet, mais conhecido pelo pseudônimo Voltaire (1694 – 1778) foi um escritor, ensaísta e filósofo iluminista francês. Educado por jesuítas, o escritor começou sua carreira com peças de teatro. Dado a anedotas contra a realeza e a nobreza, conheceu, por isso, a prisão na Bastilha e o exílio de 3 anos na Inglaterra, onde conheceu as obras de Isaac Newton, Francis Bacon e Jonh Locke, que o influenciaram  fortemente.

Para fazer o download do livro “Dicionário Filosófico” de Montaigne – CLIQUE AQUI!

Jean-Paul-Sartre5. Jean-Paul Sartre

Uma das características mais marcantes de Jean-Paul Sartre (1905-1980) é sua versatilidade com vários tipos de texto, aliando conceitos filosóficos a ensaios e ficções. Não se pode, no entanto, separá-los do conjunto da obra sartreana. Romances contos, crônicas, crítica literária, jornalismo, análise política  e ensaios estão profundamente ligados, constituindo-se em maneiras diferentes de expressar o tema principal de sua reflexão: o homem.

Para fazer o download do livro “Existencialismo é um Humanismo” de Sartre – CLIQUE AQUI!

 6. FoucaultFoucault

Michel Foucault (1926 – 1984) procurou descobrir as estruturas subjacentes que determinam o modo de perceber ou pensar os objetos que aparecem na história de forma descontínua (cortes epistemológicos). As investigações que realizou sobre a arqueologia do saber e sobre a ordem do discurso constituem a base de seu pensamento filosófico.

Para fazer o download do livro “Arquelogia do saber” de Foucault – CLIQUE AQUI!

Simone-de-Beauvoir7. Simone de Beauvoir

Simone de Beauvoir (1908-1986) fez uma profunda análise de seu tempo e de sua própria vida, como em Memórias de uma moça bem comportada (1958) e A velhice (1970). Já em “O segundo Sexo” Simone de Beauvoir expõe com mais clareza alguns de seus posicionamentos  a respeito do mundo da filosofia e, principalmente das mulheres. Tratam-se de  questionamentos importantes no que se refere à posição/papel da mulher no mundo (inclusive na filosofia…) e , sua constante condição de “segundo sexo”.

Para fazer o download do livro “O segundo sexo” de Simone de Beauvoir – CLIQUE AQUI!

Felix-Guattari8. Félix Guattari

Félix Guattari (1930 – 1992) foi um filósofo e psicanalista francês. Entre os conceitos e noções criadas por Guattari estão: Transversalidade, Ecosofia, Caosmose, Desterritorialização, Ritornelo, Singularidade, Produção de Subjetividade, Capitalismo Mundial Integrado, etc. Tornou-se um dos principais percursores da Reforma Psiquiátrica e um dos destaques do pós-estruturalismo francês.

Para fazer o download do livro “Micropolítica – Cartografias do desejo” de Guattari – CLIQUE AQUI!

Deleuze9. Gilles Deleuze

Sua filosofia vai de encontro à psicanálise, nomeadamente a freudiana, que, aos seus olhos, reduz o desejo ao complexo de édipo (vide O Antiédipo – Capitalismo e Esquizofrenia, escrito com Félix Guattari), à eterna falta de algo. Muitas vezes, sua filosofia é considerada como uma filosofia do desejo… Uma filosofia da imanência absoluta, uma tentativa de romper as fronteiras do sujeito…

Para fazer o livro “Empirismo e subjetividade” de Deleuze – CLIQUE AQUI!

derrida10. Jacques Derrida

Jacques Derrida (1930 – 2004) foi um filósofo franco-magrebino, sua obra caracterizou-se pelo termo “desconstrução”. Levando ao extremo o contraste entre termos contrários, Derrida é invariavelmente levado à necessidade de criar e reelaborar novos termos capazes de superar toda a relação dialética simples que nos permitisse reduzir o pensamento à ordem do calculável.

Para fazer o download do livro “A farmácia de Platão” de Derrida – CLIQUE AQUI!

Arte, poesia e filosofia… Clique aqui e conheça nossa loja!
Prato-do-dia-Slide
Camiseta “Prato do dia”, para ver é só clicar aqui!
GOSTOU DESTE POST?
QUER RECEBER NOSSAS NOVIDADES E CONTEÚDO EXCLUSIVO EM SEU E-MAIL?
ASSINE NOSSA NEWSLETTER !

 

 

 

Karl Popper | 5 livros para download em PDF

Karl Raimund Popper (1902 – 1994), filósofo britânico de origem austríaca, tornou-se um dos mais célebres filósofos da ciência. Partidário de um racionalismo crítico, atacou algumas das teses defendidas pelo Círculo de Viena, especialmente a da verificabilidade dos enunciados.

Sustentou que uma teoria é científica não porque explica mais ou menos fatos, mas porque suas hipóteses podem ser falseadas ou contrastadas pela experiência. Popper também se destacou na filosofia política pela oposição a todo tipo de totalitarismo e a todo uso dogmático da razão. Entre suas obras mais relevantes estão A lógica da pesquisa científica (1934), A sociedade aberta e seus inimigos(1957) e Conjecturas e refutações (1962).

Para aqueles que queiram conhecer melhor a obra e o pensamento de Karl Popper, seguem abaixo 5 de seus livros para download:

A sociedade aberta e seus inimigos – CLIQUE AQUI!
Como a ciência evolui – CLIQUE AQUI!
Conjecturas e refutações – CLIQUE AQUI!
Os paradoxos da soberania – CLIQUE AQUI!
A lógica da pesquisa científica – CLIQUE AQUI!

Arte, poesia e filosofia… Clique aqui e conheça nossa loja!
Nietzsche-e-Schopenhauer
Camiseta “Nietzsche e Schopenhauer: filosofar é preciso”, para ver é só clicar aqui!
GOSTOU DESTE POST?
QUER RECEBER NOSSAS NOVIDADES E CONTEÚDO EXCLUSIVO EM SEU E-MAIL?
ASSINE NOSSA NEWSLETTER !

O mundo infinito | Texto de Giordano Bruno

O mundo infinito

Por Giordano Bruno*

“Não há confins, términos, limites ou muralhas que nos rondem e subtraiam a infinita quantidade de coisas. Daí que a terra e o seu mar sejam fecundos; daí que seja perpétuo o brilho do sol e ministre eternamente alimento aos fogos vorazes e líquido aos mares diminutos, porque do infinito voltam a nascer sempre novas quantidades de matéria.

Quem melhor o entenderam forma Demócrito e Epicuro, acreditando que tudo se renova e se recompõe ao infinito, que quem se esforça por salvar a permanência do universo eterno, para que o mesmo número siga sempre o mesmo número e as mesmas partes se transformem sempre nas mesmas. Ponham, então, remédio, senhores astrônomos, junto com seus físicos, naqueles vossos círculos que descrevem as nove esferas móveis imaginárias, com as quais chegais a aprisionar a aprisionar vosso cérebro, de forma que não me pareceis mais que papagaios na jaula, quando os vejo andar aos saltos, errantes, dando voltas e girando dentro daquilo.

Sabemos que um imperador tão grande não tem trono tão sem gosto, solo tão pobre, tribunal tão estreito, corte tão pouco numerosa, efígie tão pequena e débil como para que um fantasma os engendre, um sonho os quebrante, uma loucura os preserve, uma quimera os destrua, uma calamidade os diminua, um delito os manche e um pensamento os restabeleça; para que como com um sopro se encha e com uma abocanhada se esvazie; se não que é um retrato grandioso, uma imagem admirável, uma figura excelsa, um vestígio altíssimo, uma representação infinita de um infinito representado e um espetáculo apropriado para a excelência e a eminência de quem não possa ser entendido, compreendido ou aprendido…”

*GIORDANO BRUNO, em Sobre o universo infinito e os mundos.

Giordano-Bruno-Filme-e-LivroPara aqueles que gostaram deste post, indicamos também o post “Giordano Bruno | Filme”, para ver é só clicar aqui!

Arte, poesia e filosofia… Clique aqui e conheça nossa loja!
Platao-uma-vida
Camiseta Platão “Uma vida”, para ver é só clicar aqui!
GOSTOU DESTE POST?
QUER RECEBER NOSSAS NOVIDADES E CONTEÚDO EXCLUSIVO EM SEU E-MAIL?
ASSINE NOSSA NEWSLETTER !

 

A Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) completa: para ler online ou para download

A Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), adotada pelas Nações Unidas em 1948, procura delinear os direitos humanos básicos. O objetivo central do documento é fazer com que os governos se comprometam, juntamente com seus povos, a tomarem medidas contínuas para garantir o reconhecimento e efetivo cumprimento dos direitos humanos, anunciados na Declaração.

A Assembleia Geral proclama a presente Declaração Universal dos Direitos Humanos como o ideal comum a ser atingido por todos os povos e todas as nações, com o objetivo de que cada indivíduo e cada órgão da sociedade, tendo sempre em mente esta Declaração, se esforce, através do ensino e da educação, por promover o respeito a esses direitos e liberdades, e, pela adoção de medidas progressivas de caráter nacional e internacional, por assegurar o seu reconhecimento e a sua observância universal e efetiva, tanto entre os povos dos próprios estados-membros, quanto entre os povos dos territórios sob sua jurisdição.

Para ler online ou fazer o download do documento – CLIQUE AQUI!

Download via onu.org.br

Imagem: Eleonor Roosevelt e o cartaz da declaração, 1949. Wikipedia.


Arte, poesia e filosofia… Clique aqui e conheça nossa loja!
Sartre-Livre-Slide
Camiseta Sartre “Livre”, para ver é só clicar aqui!
GOSTOU DESTE POST?
QUER RECEBER NOSSAS NOVIDADES E CONTEÚDO EXCLUSIVO EM SEU E-MAIL?
ASSINE NOSSA NEWSLETTER !

 

Xenofonte | 5 livros para download

Xenofonte (430 a.C.-355 a.C.) foi um filósofo, historiador e general grego. Discípulo de Sócrates e dono de uma escrita coloquial e assertiva, Xenofonte é considerado um importante porta-voz do pensamento socrático. Suas obras de cunho histórico são consideradas uma valiosa fonte para o conhecimento dos costumes e feitos bélicos da Grécia Antiga.

Para aqueles que queiram conhecer melhor a obra e o pensamento de Xenofonte, seguem abaixo 5 de seus livros para download:

A Constituição do atenienses | Banquete e apologia de Sócrates | Ciropedia | Econômico | Memoráveis
Para fazer o download dos livros – CLIQUE AQUI!
Arte, poesia e filosofia… Clique aqui e conheça nossa loja!
Prato-do-dia-SLIDE
Camiseta “Prato do dia”, para ver é só clicar aqui!
GOSTOU DESTE POST?
QUER RECEBER NOSSAS NOVIDADES E CONTEÚDO EXCLUSIVO EM SEU E-MAIL?
ASSINE NOSSA NEWSLETTER !

José de Alencar | 27 livros para download

José de Alencar (1829 – 1877) procurou em sua obra traçar um panorama histórico e cultural do Brasil com o objetivo de contribuir para a formação de uma identidade nacional.

Sua obra destaca-se em relação aos autores do mesmo período pela diversidade de suas produções, já que foi o único romancista brasileiro que produziu tanto a prosa social-urbana quanto a regionalista, a indigenista e a histórica.

Para aqueles que queiram conhecer melhor a obra e o pensamento de José de Alencar, seguem abaixo 27 de seus livros para download:

A pata da gazela | A alma de Lázaro | A viuvinha | Alfarrabios: o ermitão da glória | Alfarrabios: o garatuja | Ao correr da pena | As asas de um anjo | As minas de prata (1º, 2º e 3º parte) | Cinco minutos | Como e por que sou romancista | Diva | Encarnação | Iracema | Lucíola | Mãe | O Rio de Janeiro: verso e reverso | O gaúcho | O guarani | O que é o casamento | O sertanejo | Os sonhos d’ouro | Senhora | Til | Ubirajara | Verso e reverso
Para fazer o download dos livros – CLIQUE AQUI!
Arte, poesia e filosofia… Clique aqui e conheça nossa loja!
Quintana-Passarinho.Slide
Camiseta Quintana “Eu passarinho!”, para ver é só clicar aqui!
GOSTOU DESTE POST?
QUER RECEBER NOSSAS NOVIDADES E CONTEÚDO EXCLUSIVO EM SEU E-MAIL?
ASSINE NOSSA NEWSLETTER !

Plutarco | 13 livros para download em PDF

Plutarco (46 d.C. – 120 d.C.) foi um filósofo, historiador e ensaísta grego. Apaixonado por filosofia e matemática, estudou na Academia de Atenas (a mesma concebida por Platão) e deixou uma vasta e variada obra: ensaios filosóficos, biografias, etc. No entanto, sua obra mais conhecida é “Vidas paralelas” que exerceu grande influência na literatura ocidental , pois grande parte do que o mundo atualmente conhece sobre a civilização grega tem como origem os textos de Plutarco.

Para aqueles que queiram conhecer melhor a vida e a obra do autor, seguem abaixo 13 de seus livros para download:

Obras Morais :

Como distinguir um adulador de uma amigo – CLIQUE AQUI!
Da educação das crianças – CLIQUE AQUI!
Filosofia – CLIQUE AQUI!
Do banquete – CLIQUE AQUI!
O banquete dos sete sábios – CLIQUE AQUI!
Sobre a amizade – CLIQUE AQUI!
Sobre o afeto aos filhos – CLIQUE AQUI!
Sobre o amor – CLIQUE AQUI!

Vidas Paralelas:

Alcebíades e Corilano – CLIQUE AQUI!
Demóstenes e Cícero – CLIQUE AQUI!
Galba e Otão – CLIQUE AQUI!
Sólon Publícola – CLIQUE AQUI!
Teseu e Rômulo – CLIQUE AQUI!
Arte, poesia e filosofia… Clique aqui e conheça nossa loja!
Platao-uma-vida
Camiseta Platão “Uma vida”, para ver é só clicar aqui!

 

GOSTOU DESTE POST?
QUER RECEBER NOSSAS NOVIDADES E CONTEÚDO EXCLUSIVO EM SEU E-MAIL?
ASSINE NOSSA NEWSLETTER !

A universalidade do desespero | Texto de Søren Kierkegaard

A universalidade do desespero

Por Søren Kierkegaard*

Assim como talvez não haja, dizem os médicos, ninguém completamente são, também se poderia dizer, conhecendo bem o homem, que nem um só existe que esteja isento de desespero, que não tenha lá no fundo uma inquietação, uma perturbação, uma desarmonia, um receio de não se sabe o quê de desconhecido ou que ele nem ousa conhecer, receio duma eventualidade exterior ou receio de si próprio; tal como os médicos dizem duma doença, o homem traz em estado latente uma enfermidade, da qual, num relâmpago, raramente um medo inexplicável lhe revela a presença interna. E de qualquer maneira jamais alguém viveu e vive, fora da cristandade, sem desespero, nem ninguém na cristandade se não for um verdadeiro cristão; pois que, a menos de o ser integralmente, nele subsiste sempre um grão de desespero.

Este ponto de vista parecerá a muitos um paradoxo, um exagero, uma ideia triste e desanimadora. E, todavia, não é assim. Bem longe de obscurecer, ele pelo contrário tenta fazer luz sobre o que é geralmente deixado numa certa penumbra; bem longe de desanimar, ele exalta, visto considerar sempre o homem segundo a suprema exigência do seu destino: ser um espírito; enfim, longe de ser um dito espirituoso, é um ponto de vista fundamental e perfeitamente lógico, e consequentemente não exagera.

A concepção corrente do desespero limita-se, pelo contrário, à aparência, é um ponto de vista superficial, e não uma concepção. Segundo ela, cada um de nós será o primeiro a saber se é ou não um desesperado. O homem que se diz desesperado, ela crê que o seja, mas basta que não creia, para passar por não o ser. Rareia-se assim o desespero, quando, na verdade, ele é universal. Não é ser desesperado que é raro, o raro, o raríssimo, é realmente não o ser… (Continua…)

Para ler o texto completo online ou, fazer o download – CLIQUE AQUI!

Kierkegaard-Farofa-FilosoficaPara aqueles que queiram conhecer melhor a obra e o pensamento de Kierkegaard, indicamos também o post “Kierkegaard | 4 livros para download, para ver é só clicar aqui!

Arte, poesia e filosofia… Clique aqui e conheça nossa loja!
Nietzsche,-Marx-e-Freud-Facebook
Camiseta “Nietzsche, Marx e Freud”, para ver é só clicar aqui!
GOSTOU DESTE POST?
QUER RECEBER NOSSAS NOVIDADES E CONTEÚDO EXCLUSIVO EM SEU E-MAIL?
ASSINE NOSSA NEWSLETTER !

 

“Nós, os refugiados” | Carta de Hannah Arendt

Nós, os Refugiados

Hannah Arendt*

(Texto originalmente publicado no ano de 1943, no jornal The Menorah Journal)

Em primeiro lugar, não gostamos de ser chamados “refugiados”. Chamamo-nos uns aos outros “recém-chegados” ou “imigrantes”. […] Um refugiado costuma ser uma pessoa obrigada a procurar refúgio devido a algum ato cometido ou por alguma opinião política. Bom, é verdade que tivemos que procurar refúgio; mas não cometemos nenhum ato e a maioria de nós nunca sonhou em ter qualquer opinião política radical. O sentido do termo “refugiado” mudou conosco. […]

Com efeito, o nosso otimismo é admirável, mesmo que sejamos nós a dizê-lo. A história da nossa luta finalmente tornou-se conhecida. Perdemos a nossa casa o que significa a familiaridade da vida cotidiana. Perdemos a nossa ocupação o que significa a confiança de que tínhamos algum uso neste mundo. Perdemos a nossa língua o que significa a naturalidade das reações, a simplicidade dos gestos, a expressão impassível dos sentimentos. Deixamos os nossos familiares nos guetos polacos e os nossos melhores amigos foram mortos em campos de concentração o que significa a ruptura das nossas vidas privadas. […]

Não sei que memórias e que pensamentos habitam toda a noite nos nossos sonhos. Não me atrevo a perguntar por essa informação, uma vez que, também eu, preferia ser uma otimista. […]

Não. Há algo de errado com o otimismo. Há aqueles estranhos otimistas entre nós que, tendo feito vários discursos otimistas, vão para casa e ligam o gás ou dão uso a um arranha-céu de modo inesperado. Parecem provar que a nossa proclamada animação é baseada numa perigosa disposição para morte. Ao mencionar a convicção de que a vida é o bem maior e a morte a maior consternação, tornamo-nos testemunhas e vítimas de terrores piores que a morte – sem termos sido capazes de descobrir um ideal maior que a vida. Assim, embora a morte perca o seu horror para nós, não nos tornamos nem dispostos nem capazes de arriscar a nossa vida por uma causa. Em vez de combater – ou pensar sobre como ser capaz de resistir – os refugiados habituaram-se a desejar a morte a amigos ou familiares; se alguém morre, imaginamos animadamente todos os problemas de que foram salvos. Finalmente muitos de nós acabam por desejar que, também nós, poderíamos ser salvos de alguns problemas e agimos em conformidade… (Continua…)

Para ler a carta completa online ou, fazer o download – CLIQUE AQUI!

Hannah-Arendt-Livros-para-download-PDFPara aqueles que gostaram deste post, indicamos também o post “Hannah Arendt | 10 livros para download”, para ver é só clicar aqui!

Arte, poesia e filosofia… Clique aqui e conheça nossa loja!
Platao-uma-vida
Camiseta Platão “Uma vida”, para ver é só clicar aqui!
GOSTOU DESTE POST?
QUER RECEBER NOSSAS NOVIDADES E CONTEÚDO EXCLUSIVO EM SEU E-MAIL?
ASSINE NOSSA NEWSLETTER !

“Os caipiras” de Antonio Candido | Documentário + Livro

Livro “Parceiros do Rio Bonito: estudo sobre o caipira paulista e a transformação dos seus meios de vida” + Documentário “Os caipiras” 


 

Antonio Candido (1918 – 2017) foi um professor e sociólogo brasileiro. Dedicou-se à crítica literária e à vida acadêmica, tornando-se autor de uma obra crítica extensa. Foi professor-emérito da USP e da UNESP, e doutor honoris causa da Unicamp e da Universidade da República do Uruguai.

No livro “Parceiros do Rio Bonito: estudo sobre o caipira paulista e a transformação dos seus meios de vida”, Antonio Candido procura analisar as relações entre sociedade e literatura no cotidiano do caipira paulista, no entanto, o trabalho abarca uma série de realidades que permeiam o modo de vida tradicional caipira: aspectos históricos, mudanças no modo de vida, etc.

Já o documentário é uma produção da TV Cultura, nela, Antonio Candido fala sobre a sociedade caipira baseando-se no livro, “Parceiros do Rio Bonito”, acerca dos modos de produção da sociedade rural da região denominada “Paulistânia”.

Livro:

Para fazer o download do livro – CLIQUE AQUI!

Documentário:

Antonio-Candido-Livros-Download

Para aqueles que gostaram deste post, indicamos o post Antonio Candido: 10 livros para entender o Brasil, para ver é só clicar aqui!

Arte, poesia e filosofia… Clique aqui e conheça nossa loja!
Guimaraes-Coragem-Slide
Camiseta Guimarães Rosa “Coragem”, para ver é só clicar aqui!
GOSTOU DESTE POST?
QUER RECEBER NOSSAS NOVIDADES E CONTEÚDO EXCLUSIVO EM SEU E-MAIL?
ASSINE NOSSA NEWSLETTER !

 

 

Gilberto Freyre | 5 livros para download em PDF

Gilberto Freyre (1900 – 1987) foi um sociólogo, historiador e ensaísta brasileiro que dedicou-se à interpretação da realidade brasileira sob os ângulos da sociologia, antropologia e história. Uma de suas obras mais conhecidas é “Casa Grande & Senzala”considerada uma das obras mais representativas no que se refere à formação da sociedade brasileira.

Gilberto Freyre é considerado por muitos como um dos mais importantes sociólogos do século XX. Ganhou diversos prêmios e condecorações no Brasil e exterior. O Prêmio Anisfield-Wolf, USA, (1957), Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras (conjunto de obras, em 1962), Prêmio Internacional La Madonnina, Itália (1969), “Sir – Cavaleiro Comandante do Império Britânico”, distinção conferida pela Rainha da Inglaterra, (1971) Grã-cruz de D. Alfonso, El Sábio, Espanha, (1983).

Para aqueles que queiram conhecer melhor a obra e o pensamento de Gilberto Freyre seguem abaixo cinco de seus livros para download:

Nordeste – CLIQUE AQUI!
Sobrados e mucambos – CLIQUE AQUI!
Tempo morto e outros tempos – CLIQUE AQUI!
Assombrações do Recife Velho – CLIQUE AQUI!
O escravo nos anúncios de jornais dos jornais brasileiros do século XIX  – CLIQUE AQUI!
Casa Grande e Senzala – CLIQUE AQUI!

Downloads via Lelivros

Arte, poesia e filosofia… Clique aqui e conheça nossa loja!
Guimaraes-Coragem-Slide
Camiseta Guimarães Rosa “Coragem”, para ver é só clicar aqui!

 

GOSTOU DESTE POST?
QUER RECEBER NOSSAS NOVIDADES E CONTEÚDO EXCLUSIVO EM SEU E-MAIL?
ASSINE NOSSA NEWSLETTER !

Gaston Bachelard | 10 livros para download em PDF

Gaston Bachelard (1884 – 1962) é um filósofo e poeta francês, suas obras referem-se às questões ligadas à epistemologia e à filosofia da ciência. Grande parte da obra bachelariana é marcada pelo contexto da revolução científica promovida no início do século XX (1905) pela Teoria da Relatividade, formulada por Albert Einstein.

Bachelard formula suas principais proposições para a filosofia das ciências: a historicidade da epistemologia e a relatividade do objeto. Assim, a nova ciência relativista rompe com as ciências anteriores em termos epistemológicos e a sua metodologia já não pode ser empirista, pois seu objeto encontra-se em relação, e não é mais absoluto. Nas palavras de Bachelard:

Várias vezes, nos diferentes trabalhos consagrados ao espírito científico, nós tentamos chamar a atenção dos filósofos para o caráter decididamente específico do pensamento e do trabalho da ciência moderna. Pareceu-nos cada vez mais evidente, no decorrer dos nossos estudos, que o espírito científico contemporâneo não podia ser colocado em continuidade com o simples bom senso.

BACHELARD, Gaston. Conhecimento comum e conhecimento científico. In: Tempo Brasileiro São Paulo, n. 28, p. 47-56, jan-mar 1972

Para aqueles que queiram conhecer melhor a obra e o pensamento de Gaston Bachelard seguem abaixo 10 de seus livros para download:

A chama de uma vela – CLIQUE AQUI!
A epistemologia – CLIQUE AQUI!
A formação do espírito científico – CLIQUE AQUI!
A poética do espaço – CLIQUE AQUI!
A psicanálise do fogo – CLIQUE AQUI!
A água e os sonhos – CLIQUE AQUI!
A poética do devaneio – CLIQUE AQUI!
Conhecimento comum e conhecimento científico – CLIQUE AQUI!
Lautreamount – CLIQUE AQUI!
Bachelard (Coleção Os Pensadores) – CLIQUE AQUI!
Arte, poesia e filosofia… Clique aqui e conheça nossa loja!

Sartre-Livre-Slide

GOSTOU DESTE POST?
QUER RECEBER NOSSAS NOVIDADES E CONTEÚDO EXCLUSIVO EM SEU E-MAIL?
ASSINE NOSSA NEWSLETTER !

 

 

 

Lição de filosofia: o Uno e o múltiplo | Diálogo entre Parmênides e Sócrates

Lição de filosofia: o Uno e o múltiplo

(Diálogo entre Parmênides e Sócrates)

Por Platão*

Parmênides – E que farás da filosofia? Para onde te voltarás na ignorância de todas as coisas?

Sócrates – Por enquanto, não vejo saída.

Parmênides – É que começaste cedo demais, Sócrates, antes de exercitares, como convém, a definir o belo, o bem e o justo, e assim todas as ideias. Observei isso mesmo há dois dias, ao te ouvir dialogar com o nosso amigo Aristóteles, aqui presente. Pois fica sabendo que é belo e divino o entusiasmo com que atiras a essas discussões. Enquanto és moço, exercita-te mais nessas práticas consideradas inúteis pelo vulgo e que dele receberam o nome de parolagem. De outra forma, a verdade te escapará.

Sócrates E em que consite, Parmênides, semelhante exercício?

Parmênides – O que ouviste agora mesmo de Zenão. Aliás, uma de tuas objeções me alegrou sobremaneira, ao lhe manifestares teu desacordo de que a investigação não se dispersasse nos objetos percebidos pelos olhos nem somente neles se aplicasse, para concentrar-se  no que é aprendido apenas pelo pensamento e pode ser considerado como ideia.

Sócrates Com efeito; não me parece difícil demonstrar por esse meio que os seres são semelhantes e revelam outras oposições.

Parmênides – E com razão. Porém uma coisa ainda precisarás fazer. Não basta aceitar a existência de determinado objeto e considerar as consequências de semelhante suposição. Longe disso; precisarás, ainda, admitir a não-existência desse mesmo objeto, se te importa exercitar-te como convém.

Sócrates – Onde queres chegar?

Parmênides – Caso te declares de acordo, exemplifiquemos com aquela hipótese de Zenão: se existir o múltiplo, quais serão as consequências tanto para ele, em relação com ele mesmo e com o Uno, como para a unidade, em relação com ela mesma e com o múltiplo? E no caso de não haver múltiplo, voltar a considerar as consequências para a unidade e para o múltiplo, assim em suas relações recíprocas como nas de cada um consigo mesmo. Desenvolve idêntico esforço partindo da hipótese de que a semelhança existe ou não existe, sobre as consequências desses pressupostos, tanto para os termos admitidos como para outras coisas, nelas mesmas e em suas relações recíprocas. Igual raciocínio valerá para dessemelhante,  para o movimento e o repouso, para o nascimento e a destruição, o ser e o não-ser em si mesmos. Numa palavra: para tudo que supuseres como existente ou não existente, ou como determinado de qualquer modo, será preciso examinar as consequências resultantes. Primeiro, para o próprio objeto, e, depois, relativamente aos outros: começarás por um, a tua escolha, depois vários, e por último todos. A mesma coisa farás com esses outros, tanto em suas relações recíprocas como com o objeto admitido de cada vez por ti como existente ou não existente, caso queiras exercitar-te com perfeição e, assim, discernir a verdade na sua plenitude.

PLATÃO em Parmênides.


Platao-Socrates-e-Arsitoteles-Farofa-FilosoficaPara aqueles que gostaram deste post indicamos também o post Filosofia Grega Clássica: Sócrates, Platão e Sócrates | Bibliografia para download, para ver é só clicar aqui!

Arte, poesia e filosofia… Clique aqui e conheça nossa loja!
Platao-uma-vida
Camiseta Platão “Uma vida”, pra ver é só clicar aqui!
GOSTOU DESTE POST?
QUER RECEBER NOSSAS NOVIDADES E CONTEÚDO EXCLUSIVO EM SEU E-MAIL?
ASSINE NOSSA NEWSLETTER !

“O amor nos tempos do cólera” de Gabriel García Márquez | Filme e livro

O livro “O amor nos tempos do cólera” é um romance do escritor colombiano Gabriel García Márquez, publicado em 1985, a obra tornou-se um de seus livros mais conhecidos. O filme é uma produção de 2007 e acompanha a história do triângulo amoroso formado por Fermina Daza e seus dois pretendentes, Florentino Ariza e Juvenal Urbino, que dura cinquenta anos…

Para fazer o download do livro – CLIQUE AQUI!
Para fazer o download do filme – CLIQUE AQUI!

Downloads via Lelivros e Filmes da Bravinha

Gabriel-Garcia-Marquez-11-Livros-para-download-em-pdfPara aqueles que queiram conhecer melhor a obra do autor indicamos o post “Gabriel García Márquez | 11 livros para download, para ver é só clicar aqui!

Arte, poesia e filosofia… Clique aqui e conheça nossa loja!

Guimaraes-Coragem-Slide
Camiseta Guimarães Rosa “Coragem”, para ver clique aqui!

 

GOSTOU DESTE POST?
QUER RECEBER NOSSAS NOVIDADES E CONTEÚDO EXCLUSIVO EM SEU E-MAIL?
ASSINE NOSSA NEWSLETTER !

A importância da cidade | Por Aristóteles

A importância da cidade

Por Aristóteles*

A cidade é por natureza anterior à família e a cada homem tomado individualmente, porque o todo é necessariamente anterior à parte; assim, se o corpo é destruído, não haverá nem pé nem mão, a não ser por simples analogia, como quando se fala de uma mão de pedra, pois uma mão separada do corpo não será melhor que esta. Todas as coisas se definem por sua função e por suas faculdades; por isso quando elas deixam de ter suas características próprias, não se deve dizer mais que se trata das mesmas coisas, mas apenas que elas têm o mesmo nome. É evidente, pois, que a cidade existe naturalmente e que é anterior aos indivíduos, pois cada um destes, isoladamente, não é capaz de bastar-se a si mesmo e está [em relação à cidade] na mesma situação que uma parte em relação ao todo; o homem que é incapaz de viver em comunidade, ou que disso não tem necessidade porque se basta a si próprio, não faz parte de uma cidade e deve ser, portanto, um bruto ou um deus.

É natural em todos os homens a tendência à comunidade; mas aqueles que primeiro a estabeleceu é credor de enormes bens. Porque se o homem, ao atingir o máximo de sua realização, é o melhor dos animais, longe da lei e da justiça é o pior de todos eles.

A injustiça que tem armas nas mãos é a mais perigosa, e o homem está naturalmente dotado de armas que devem servir à prudência e à virtude, contudo pode usá-las para fins opostos a elas. Eis por que o homem sem a virtude é o mais ímpio e selvagem dos animais, e mais lascivo e glutão.

A virtude da justiça é um valor político, já que a comunidade política tem como regra a administração da justiça, isto é, o discernimento do que é justo.

*ARISTÓTELES, Política.


Aristoteles-15-livros-para-download-gratis-Farofa-Filosofica.Para aqueles que gostaram deste post indicamos também o post Aristóteles | 15 livros para download, para ver é só clicar aqui!

Arte, poesia e filosofia… Clique aqui e conheça nossa loja!
Aristoteles-Metafisica-SLIDE2
Camiseta Aristóteles “Metafísica”, para ver é só clicar aqui!
GOSTOU DESTE POST?
QUER RECEBER NOSSAS NOVIDADES E CONTEÚDO EXCLUSIVO EM SEU E-MAIL?
ASSINE NOSSA NEWSLETTER !

Francis Bacon | 6 livros para download em PDF

A obra de Francis Bacon (1561 – 1626) consiste, fundamentalmente, na crítica ao saber tradicional e na formulação de uma nova concepção da ciência marcada por uma nova lógica, indutiva, que substituísse a lógica dedutiva.

Segundo Bacon a verdade não surge do raciocínio silogístico, mas da experiência guiada pelo raciocínio indutivo. Seus trabalhos exerceram grande influência no desenvolvimento da ciência moderna.

Para aqueles que queiram conhecer melhor a obra e o pensamento do autor, segue abaixo 6 de seus livros para download em PDF:

Novum Organum – CLIQUE AQUI!
A sabedoria dos antigos – CLIQUE AQUI!
Da proficiência e o avanço do conhecimento – CLIQUE AQUI!
Lógica da sensação – CLIQUE AQUI!
O progresso do conhecimento – CLIQUE AQUI!
Sobre jardins – CLIQUE AQUI!

Arte, poesia e filosofia… Clique aqui e conheça nossa loja!
Prato-do-dia-Slide
Camiseta “Prato do dia”, para ver é só clicar aqui!
GOSTOU DESTE POST?
QUER RECEBER NOSSAS NOVIDADES E CONTEÚDO EXCLUSIVO EM SEU E-MAIL?
ASSINE NOSSA NEWSLETTER !

Jacques Derrida | 12 livros para download em PDF

Jacques Derrida (1930 – 2004) foi um filósofo franco-magrebino, sua obra caracterizou-se pelo termo “desconstrução”. Levando ao extremo o contraste entre termos contrários, Derrida é invariavelmente levado à necessidade de criar e reelaborar novos termos capazes de superar toda a relação dialética simples que nos permitisse reduzir o pensamento à ordem do calculável.

Derrida encontrou reconhecimento precoce no exigente panorama intelectual francês do início dos anos 60, vencendo o prestigiado prêmio Jean Cavaillés (prêmio de epistemologia) pela sua introdução (e tradução) da “Origem da Geometria de Edmund Husserl” (1961), com apenas 31 anos de idade…

Derrida tornou-se desde finais dos anos 60, professor convidado das mais prestigiadas universidades europeias e norte-americanas. Em 2002 foi nomeado para a Cátedra – Gadamer.

Para aqueles que queiram conhecer melhor a obra e o pensamento de Jacques Derrida, seguem abaixo 12 de seus livros para download em PDF:

A escritura e a diferença – CLIQUE AQUI!
A farmácia de Platão  – CLIQUE AQUI!
A voz e o fenômeno – CLIQUE AQUI!
Adeus Emmanuel Lévinas – CLIQUE AQUI!
Essa estranha instituição chamada literatura – CLIQUE AQUI!
Gramatologia – CLIQUE AQUI!
Khôra – CLIQUE AQUI!
Margens da filosofia – CLIQUE AQUI!
Mal de arquivo – CLIQUE AQUI!
O olho da universidade – CLIQUE AQUI!
Paixões – CLIQUE AQUI!
Posições – CLIQUE AQUI!
Salvo o nome – CLIQUE AQUI!

Arte, poesia e filosofia… Clique aqui e conheça nossa loja!
Foucault---Panoptico---SLIDE1
Camiseta Foucault “Panóptico”, para ver é só clicar aqui!
GOSTOU DESTE POST?
QUER RECEBER NOSSAS NOVIDADES E CONTEÚDO EXCLUSIVO EM SEU E-MAIL?
ASSINE NOSSA NEWSLETTER !