Plutarco | 13 livros para download em PDF

Plutarco (46 d.C. – 120 d.C.) foi um filósofo, historiador e ensaísta grego. Apaixonado por filosofia e matemática, estudou na Academia de Atenas (a mesma concebida por Platão) e deixou uma vasta e variada obra: ensaios filosóficos, biografias, etc. No entanto, sua obra mais conhecida é “Vidas paralelas” que exerceu grande influência na literatura ocidental , pois grande parte do que o mundo atualmente conhece sobre a civilização grega tem como origem os textos de Plutarco.

Para aqueles que queiram conhecer melhor a vida e a obra do autor, seguem abaixo 13 de seus livros para download:

Obras Morais :

Como distinguir um adulador de uma amigo – CLIQUE AQUI!
Da educação das crianças – CLIQUE AQUI!
Filosofia – CLIQUE AQUI!
Do banquete – CLIQUE AQUI!
O banquete dos sete sábios – CLIQUE AQUI!
Sobre a amizade – CLIQUE AQUI!
Sobre o afeto aos filhos – CLIQUE AQUI!
Sobre o amor – CLIQUE AQUI!

Vidas Paralelas:

Alcebíades e Corilano – CLIQUE AQUI!
Demóstenes e Cícero – CLIQUE AQUI!
Galba e Otão – CLIQUE AQUI!
Sólon Publícola – CLIQUE AQUI!
Teseu e Rômulo – CLIQUE AQUI!
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A universalidade do desespero | Texto de Søren Kierkegaard

A universalidade do desespero

Por Søren Kierkegaard*

Assim como talvez não haja, dizem os médicos, ninguém completamente são, também se poderia dizer, conhecendo bem o homem, que nem um só existe que esteja isento de desespero, que não tenha lá no fundo uma inquietação, uma perturbação, uma desarmonia, um receio de não se sabe o quê de desconhecido ou que ele nem ousa conhecer, receio duma eventualidade exterior ou receio de si próprio; tal como os médicos dizem duma doença, o homem traz em estado latente uma enfermidade, da qual, num relâmpago, raramente um medo inexplicável lhe revela a presença interna. E de qualquer maneira jamais alguém viveu e vive, fora da cristandade, sem desespero, nem ninguém na cristandade se não for um verdadeiro cristão; pois que, a menos de o ser integralmente, nele subsiste sempre um grão de desespero.

Este ponto de vista parecerá a muitos um paradoxo, um exagero, uma ideia triste e desanimadora. E, todavia, não é assim. Bem longe de obscurecer, ele pelo contrário tenta fazer luz sobre o que é geralmente deixado numa certa penumbra; bem longe de desanimar, ele exalta, visto considerar sempre o homem segundo a suprema exigência do seu destino: ser um espírito; enfim, longe de ser um dito espirituoso, é um ponto de vista fundamental e perfeitamente lógico, e consequentemente não exagera.

A concepção corrente do desespero limita-se, pelo contrário, à aparência, é um ponto de vista superficial, e não uma concepção. Segundo ela, cada um de nós será o primeiro a saber se é ou não um desesperado. O homem que se diz desesperado, ela crê que o seja, mas basta que não creia, para passar por não o ser. Rareia-se assim o desespero, quando, na verdade, ele é universal. Não é ser desesperado que é raro, o raro, o raríssimo, é realmente não o ser… (Continua…)

Para ler o texto completo online ou, fazer o download – CLIQUE AQUI!

Kierkegaard-Farofa-FilosoficaPara aqueles que queiram conhecer melhor a obra e o pensamento de Kierkegaard, indicamos também o post “Kierkegaard | 4 livros para download, para ver é só clicar aqui!

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“Nós, os refugiados” | Carta de Hannah Arendt

Nós, os Refugiados

Hannah Arendt*

(Texto originalmente publicado no ano de 1943, no jornal The Menorah Journal)

Em primeiro lugar, não gostamos de ser chamados “refugiados”. Chamamo-nos uns aos outros “recém-chegados” ou “imigrantes”. […] Um refugiado costuma ser uma pessoa obrigada a procurar refúgio devido a algum ato cometido ou por alguma opinião política. Bom, é verdade que tivemos que procurar refúgio; mas não cometemos nenhum ato e a maioria de nós nunca sonhou em ter qualquer opinião política radical. O sentido do termo “refugiado” mudou conosco. […]

Com efeito, o nosso otimismo é admirável, mesmo que sejamos nós a dizê-lo. A história da nossa luta finalmente tornou-se conhecida. Perdemos a nossa casa o que significa a familiaridade da vida cotidiana. Perdemos a nossa ocupação o que significa a confiança de que tínhamos algum uso neste mundo. Perdemos a nossa língua o que significa a naturalidade das reações, a simplicidade dos gestos, a expressão impassível dos sentimentos. Deixamos os nossos familiares nos guetos polacos e os nossos melhores amigos foram mortos em campos de concentração o que significa a ruptura das nossas vidas privadas. […]

Não sei que memórias e que pensamentos habitam toda a noite nos nossos sonhos. Não me atrevo a perguntar por essa informação, uma vez que, também eu, preferia ser uma otimista. […]

Não. Há algo de errado com o otimismo. Há aqueles estranhos otimistas entre nós que, tendo feito vários discursos otimistas, vão para casa e ligam o gás ou dão uso a um arranha-céu de modo inesperado. Parecem provar que a nossa proclamada animação é baseada numa perigosa disposição para morte. Ao mencionar a convicção de que a vida é o bem maior e a morte a maior consternação, tornamo-nos testemunhas e vítimas de terrores piores que a morte – sem termos sido capazes de descobrir um ideal maior que a vida. Assim, embora a morte perca o seu horror para nós, não nos tornamos nem dispostos nem capazes de arriscar a nossa vida por uma causa. Em vez de combater – ou pensar sobre como ser capaz de resistir – os refugiados habituaram-se a desejar a morte a amigos ou familiares; se alguém morre, imaginamos animadamente todos os problemas de que foram salvos. Finalmente muitos de nós acabam por desejar que, também nós, poderíamos ser salvos de alguns problemas e agimos em conformidade… (Continua…)

Para ler a carta completa online ou, fazer o download – CLIQUE AQUI!

Hannah-Arendt-Livros-para-download-PDFPara aqueles que gostaram deste post, indicamos também o post “Hannah Arendt | 10 livros para download”, para ver é só clicar aqui!

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Gaston Bachelard | 10 livros para download em PDF

Gaston Bachelard (1884 – 1962) é um filósofo e poeta francês, suas obras referem-se às questões ligadas à epistemologia e à filosofia da ciência. Grande parte da obra bachelariana é marcada pelo contexto da revolução científica promovida no início do século XX (1905) pela Teoria da Relatividade, formulada por Albert Einstein.

Bachelard formula suas principais proposições para a filosofia das ciências: a historicidade da epistemologia e a relatividade do objeto. Assim, a nova ciência relativista rompe com as ciências anteriores em termos epistemológicos e a sua metodologia já não pode ser empirista, pois seu objeto encontra-se em relação, e não é mais absoluto. Nas palavras de Bachelard:

Várias vezes, nos diferentes trabalhos consagrados ao espírito científico, nós tentamos chamar a atenção dos filósofos para o caráter decididamente específico do pensamento e do trabalho da ciência moderna. Pareceu-nos cada vez mais evidente, no decorrer dos nossos estudos, que o espírito científico contemporâneo não podia ser colocado em continuidade com o simples bom senso.

BACHELARD, Gaston. Conhecimento comum e conhecimento científico. In: Tempo Brasileiro São Paulo, n. 28, p. 47-56, jan-mar 1972

Para aqueles que queiram conhecer melhor a obra e o pensamento de Gaston Bachelard seguem abaixo 10 de seus livros para download:

A chama de uma vela – CLIQUE AQUI!
A epistemologia – CLIQUE AQUI!
A formação do espírito científico – CLIQUE AQUI!
A poética do espaço – CLIQUE AQUI!
A psicanálise do fogo – CLIQUE AQUI!
A água e os sonhos – CLIQUE AQUI!
A poética do devaneio – CLIQUE AQUI!
Conhecimento comum e conhecimento científico – CLIQUE AQUI!
Lautreamount – CLIQUE AQUI!
Bachelard (Coleção Os Pensadores) – CLIQUE AQUI!
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A importância da cidade | Por Aristóteles

A importância da cidade

Por Aristóteles*

A cidade é por natureza anterior à família e a cada homem tomado individualmente, porque o todo é necessariamente anterior à parte; assim, se o corpo é destruído, não haverá nem pé nem mão, a não ser por simples analogia, como quando se fala de uma mão de pedra, pois uma mão separada do corpo não será melhor que esta. Todas as coisas se definem por sua função e por suas faculdades; por isso quando elas deixam de ter suas características próprias, não se deve dizer mais que se trata das mesmas coisas, mas apenas que elas têm o mesmo nome. É evidente, pois, que a cidade existe naturalmente e que é anterior aos indivíduos, pois cada um destes, isoladamente, não é capaz de bastar-se a si mesmo e está [em relação à cidade] na mesma situação que uma parte em relação ao todo; o homem que é incapaz de viver em comunidade, ou que disso não tem necessidade porque se basta a si próprio, não faz parte de uma cidade e deve ser, portanto, um bruto ou um deus.

É natural em todos os homens a tendência à comunidade; mas aqueles que primeiro a estabeleceu é credor de enormes bens. Porque se o homem, ao atingir o máximo de sua realização, é o melhor dos animais, longe da lei e da justiça é o pior de todos eles.

A injustiça que tem armas nas mãos é a mais perigosa, e o homem está naturalmente dotado de armas que devem servir à prudência e à virtude, contudo pode usá-las para fins opostos a elas. Eis por que o homem sem a virtude é o mais ímpio e selvagem dos animais, e mais lascivo e glutão.

A virtude da justiça é um valor político, já que a comunidade política tem como regra a administração da justiça, isto é, o discernimento do que é justo.

*ARISTÓTELES, Política.


Aristoteles-15-livros-para-download-gratis-Farofa-Filosofica.Para aqueles que gostaram deste post indicamos também o post Aristóteles | 15 livros para download, para ver é só clicar aqui!

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Francis Bacon | 6 livros para download em PDF

A obra de Francis Bacon (1561 – 1626) consiste, fundamentalmente, na crítica ao saber tradicional e na formulação de uma nova concepção da ciência marcada por uma nova lógica, indutiva, que substituísse a lógica dedutiva.

Segundo Bacon a verdade não surge do raciocínio silogístico, mas da experiência guiada pelo raciocínio indutivo. Seus trabalhos exerceram grande influência no desenvolvimento da ciência moderna.

Para aqueles que queiram conhecer melhor a obra e o pensamento do autor, segue abaixo 6 de seus livros para download em PDF:

Novum Organum – CLIQUE AQUI!
A sabedoria dos antigos – CLIQUE AQUI!
Da proficiência e o avanço do conhecimento – CLIQUE AQUI!
Lógica da sensação – CLIQUE AQUI!
O progresso do conhecimento – CLIQUE AQUI!
Sobre jardins – CLIQUE AQUI!

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Jacques Derrida | 12 livros para download em PDF

Jacques Derrida (1930 – 2004) foi um filósofo franco-magrebino, sua obra caracterizou-se pelo termo “desconstrução”. Levando ao extremo o contraste entre termos contrários, Derrida é invariavelmente levado à necessidade de criar e reelaborar novos termos capazes de superar toda a relação dialética simples que nos permitisse reduzir o pensamento à ordem do calculável.

Derrida encontrou reconhecimento precoce no exigente panorama intelectual francês do início dos anos 60, vencendo o prestigiado prêmio Jean Cavaillés (prêmio de epistemologia) pela sua introdução (e tradução) da “Origem da Geometria de Edmund Husserl” (1961), com apenas 31 anos de idade…

Derrida tornou-se desde finais dos anos 60, professor convidado das mais prestigiadas universidades europeias e norte-americanas. Em 2002 foi nomeado para a Cátedra – Gadamer.

Para aqueles que queiram conhecer melhor a obra e o pensamento de Jacques Derrida, seguem abaixo 12 de seus livros para download em PDF:

A escritura e a diferença – CLIQUE AQUI!
A farmácia de Platão  – CLIQUE AQUI!
A voz e o fenômeno – CLIQUE AQUI!
Adeus Emmanuel Lévinas – CLIQUE AQUI!
Essa estranha instituição chamada literatura – CLIQUE AQUI!
Gramatologia – CLIQUE AQUI!
Khôra – CLIQUE AQUI!
Margens da filosofia – CLIQUE AQUI!
Mal de arquivo – CLIQUE AQUI!
O olho da universidade – CLIQUE AQUI!
Paixões – CLIQUE AQUI!
Posições – CLIQUE AQUI!
Salvo o nome – CLIQUE AQUI!

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Roland Barthes | 9 livros para download em PDF

Roland Barthes (1915 – 1980) foi um sociólogo e filósofo francês, fez parte da escola estruturalista, influenciado pelo lingüista Ferdinand de Saussure. Caracterizou-se como um ávido crítico dos conceitos teóricos “complexos” que circularam dentro dos centros educativos franceses nos anos 50. Roland Barthes é considerado um dos mais importantes pensadores contemporâneos, representante do pós-estruturalismo e do desenvolvimento da semiótica. Para alguns o autor redefiniu a semiologia…

Barthes acreditava que toda escrita se fundamenta em textos anteriores, reescrituras, normas e convenções, e que estas são as questões fundamentais a serem consideradas no que se refere à compreensão de um texto.

A câmara clara – CLIQUE AQUI!
Aula inaugural da cadeira de semiologia – CLIQUE AQUI!
Crítica e verdade – CLIQUE AQUI!
Elementos de semiologia – CLIQUE AQUI!
Fragmentos de um discurso amoroso – CLIQUE AQUI!
Mitologias – CLIQUE AQUI!
O prazer do texto – CLIQUE AQUI!
O rumor da língua – CLIQUE AQUI!
O grau zero da escrita – CLIQUE AQUI!
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Félix Guattari | 6 livros para download em PDF

Félix Guattari (1930 – 1992) foi um filósofo e psicanalista francês. Entre os conceitos e noções criadas por Guattari estão: Transversalidade, Ecosofia, Caosmose, Desterritorialização, Ritornelo, Singularidade, Produção de Subjetividade, Capitalismo Mundial Integrado, etc.

Teorizou também sobre a questão da transdisciplinaridade, do desejo, das instituições e foi, juntamente com Deleuze, um dos mais profundos críticos da Psicanálise. A partir desta crítica, criou, em conjunto com Gilles Deleuze o que chamou de Esquizoanálise. Tornou-se um dos principais percursores da Reforma Psiquiátrica e um dos destaques do pós-estruturalismo francês.

Mil Platôs Volume 1 – CLIQUE AQUI!
Mil Platôs Volume 2 – CLIQUE AQUI!
Mil Platôs Volume 3 – CLIQUE AQUI!
Mil Platôs Volume 4 – CLIQUE AQUI!
Mil Platôs Volume 5 – CLIQUE AQUI!
O que é filosofia? – CLIQUE AQUI!
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Michel Foucault | Entrevista “Poder e saber”

Entrevista Poder e Saber | Michel Foucault*

  (Entrevistador)O interesse do público por suas obras aumentou consideravelmente no Japão nos últimos anos, pois, em seguida à tradução tão aguardada de As Palavras e as Coisas, saiu Vigiar e Punir, publicada há dois anos, e uma parte de A Vontade de Saber, que acaba de ser traduzida. Entretanto, há no meio intelectual japonês, mitos com relação ao autor que impossibilitam uma leitura objetiva de sua obra. Estes mitos veiculam três imagens falsas de sua personalidade, mas geralmente aceitas como verossímeis. O primeiro mito é o de um Foucault estruturalista, massacrando a história e o homem, sobre o qual lhe falei na entrevista anterior. O segundo é o de um Foucault como homem de método, mito que se espalhou no Japão após a tradução de A Arqueologia do Saber. É devido a esse livro que o acolhemos como uma espécie de criança prodígio da filosofia, que, depois de ter passeado pelo domínio suspeito da literatura, retornava a uma reflexão séria sobre o método. O terceiro mito é o de um Foucault contestador. As pessoas o têm como contestador devido ao fato de o senhor falar da prisão e dos presidiários. Espera-se então, igualmente, que a sua História da Sexualidade seja um livro de contestação… Estes mitos existem também na França?

(FOUCAULT) – Eles se espalharam na França, eles se espalharam também nos Estados Unidos. Eu recebi há dois dias um artigo, aliás, muito bem feito, de alguém que retomava sucessivamente meus diferentes livros em ordem cronológica e que os apresentava a meu ver com bastante objetividade, desde a “História da Loucura” até a “História da Sexualidade”. A imagem de cada um dos livros não era falsa, mas assim mesmo fiquei completamente pasmo, quando ao fim dessa apresentação o autor dizia: “Assim, vejam vocês, Foucault é um aluno de Lévi-Strauss, é um estruturalista, e seu método é inteiramente anti-histórico ou a-histórico!” Ora, apresentar a “História da Loucura”, apresentar “Nascimento da Clínica”, a “História da Sexualidade”, “Vigiar e Punir” como livros não históricos, eu não compreendo. Eu acrescentaria simplesmente que não houve sequer um comentador, nenhum, que notasse que, em “As Palavras e as Coisas” , que é tido como meu livro estruturalista, a palavra “estrutura” fosse usada pelo menos uma vez. Se ela é mencionada como citação, não é usada nenhuma vez por mim, nem mesmo o termo “estrutura” ou qualquer das noções que os estruturalistas empregam para definir seu método. É então um preconceito bastante espalhado. O mal entendido está em vias de se dissipar na França, mas diria honestamente que ele tem, apesar de tudo, suas razões de ser, porque muitas coisas que eu fazia não estavam, durante muito tempo, completamente claras para mim mesmo. É verdade eu procurei meu caminho em direções um pouco diferentes. Poder-se-ia, é claro, retraçar uma espécie de fio condutor. Meu primeiro livro era a história da loucura, quer dizer, um problema ao mesmo tempo de história do saber médico, de história das instituições médicas e psiquiátricas. Disso passei a uma análise da medicina em geral, em seguida ao estudo das ciências empíricas como a história natural, a economia política, a gramática. Tudo isso é uma espécie não digo de lógica, mas de progressão, por justaposição; entretanto, sob este desenvolvimento livre, mas apesar de tudo verossímil, havia algo que eu próprio não compreendia muito bem, que era no fundo: qual era a questão, como se diz em francês, que me perseguia. Durante muito tempo acreditei que eu era perseguido por um tipo de análise dos saberes e dos conhecimentos tais como eles podem existir em uma sociedade como a nossa: o que se sabe acerca da loucura, acerca da doença, o que se sabe do mundo, da vida? Ora, creio que esse não era meu problema. Meu verdadeiro problema é aquele que é, aliás, um problema atualmente de todo mundo, o do poder. Eu creio que é preciso se voltar ao que acontecia naquele momento, digamos, em 1955, pois foi por volta de 1955 que eu comecei a trabalhar. No fundo, havia duas grandes heranças históricas no século 20 que não haviam sido assimiladas, e para as quais não tínhamos instrumentos de análise. Estas duas heranças negras eram o fascismo e o stalinismo. Com efeito, o século 19 tinha encontrado como grande problema, o da miséria, o da exploração econômica, o da formação de uma riqueza, a do capital, a partir da miséria daqueles mesmos que a produziam.(CONTINUA…)

Para ler online a entrevista completa, ou baixá-la – CLIQUE AQUI!

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Para aqueles que gostaram deste post, indicamos também o post Foucault por ele mesmo e contra si mesmo | Foucault em 2 documentários, para ver é só clicar aqui!

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A obra de arte na época de sua reprodutibilidade técnica | Texto de Walter Benjamin

A obra de arte na época de sua reprodutibilidade técnica
Por Walter Benjamin*

“À mais perfeita reprodução falta sempre algo: o hic et nunc [aqui e agora] da obra de arte, a unidade de sua presença no próprio local onde se encontra. É a esta presença, única no entanto, e só a ela, que se acha vinculada toda a sua história. Falando de história, lembramo-nos também das alterações materiais que a obra pode sofrer de acordo com a sucessão de seus possuidores. O vestígio das alterações materiais só fica desvendado em virtude das análises físico-químicas, impossíveis de serem feitas numa reprodução: a fim de determinar as sucessivas mãos pelas quais passou a obra, deve-se seguir toda uma tradição, a partir do próprio local onde foi criada.

O hic et nunc do original constitui aquilo que se chama de sua autenticidade. (…) A própria noção de autenticidade não tem sentido para uma reprodução, seja técnica ou não. Mas, diante da reprodução feita pela mão do homem e, em princípio, considerada como uma falsificação, o original mantém a plena autoridade; não ocorre o mesmo no que concerne à reprodução técnica. E isto por dois motivos. De um lado, a reprodução técnica está mais independente do original. No caso da fotografia, é capaz de ressaltar aspectos do original que escapam ao olho e são apenas passíveis de serem apreendidos por uma objetiva que se desloque livremente a fim de obter diversos ângulos de visão; graças a métodos como a ampliação ou a desaceleração, pode-se atingir realidades ignoradas pela visão natural. Ao mesmo tempo, a técnica pode levar à reprodução de situações, onde o próprio original jamais seria encontrado. Sob a forma de fotografia ou de disco permite sobretudo a maior aproximação da obra ao espectador ou ao ouvinte. (…)

Pode ser que as novas condições assim criadas pelas técnicas de reprodução, em paralelo, deixem intacto o conteúdo da obra de arte; mas, de qualquer maneira, desvalorizam seu hic et nunc. Acontece o mesmo, sem dúvida, com outras além da obra de arte, por exemplo, com a paisagem representada na película cinematográfica; porém, quando se trata da obra de arte, tal desvalorização atinge-a no ponto mais sensível, onde ela é vulnerável como não o são os objetos naturais: em sua autenticidade. O que caracteriza a autenticidade de uma coisa é tudo aquilo que ela contém e é originalmente transmissível, desde sua duração material até seu poder de testemunho histórico. Como este próprio testemunho baseia-se naquela duração, na hipótese da reprodução, onde o primeiro elemento (duração) escapa aos homens, o segundo – o testemunho histórico da coisa – fica identicamente abalado. Nada demais certamente, mas o que fica assim abalado é a própria autoridade da coisa.

(…) Esse processo tem valor de sintoma, sua significação vai além do terreno da arte. Seria impossível dizer, de modo geral, que as técnicas de reprodução separaram o objeto reproduzido do âmbito da tradição. Multiplicando cópias, elas transformam o evento produzido apenas uma vez num fenômeno de massas. Permitindo ao objeto reproduzido oferecer-se à visão e à audição, em quaisquer circunstâncias, conferem-lhe atualidade permanente. Esses dois processos conduzem a um abalo considerável da realidade transmitida – a um abalo da tradição, que se constitui na contrapartida da crise por que passa a humanidade e sua renovação atual. Estão em estreita correlação com os movimentos de massa hoje produzidos. Seu agente mais eficaz é o cinema. Mesmo considerado sob a forma mais positiva – e até precisamente sob essa forma – não se pode apreender a significação social do cinema caso seja negligenciado o seu aspecto destrutivo e catártico: a liquidação do elemento tradicional dentro da herança cultural.”

*BENJAMIN, Walter. A obra de arte na época de suas técnicas de reprodução. In Textos escolhidos/Walter Benjamin, Max Horkheimer, Theodor W. Adorno, Jurgen Habermas. São Paulo: Abril Cultural, 1980. p. 7-8. Coleção “Os Pensadores”


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O princípio fundamental do direito | Texto de Immanuel Kant

O princípio fundamental do direito
Por Immanuel Kant*

“Qualquer ação é justa se for capaz de coexistir com a liberdade de todos de acordo com uma lei universal, ou se na sua máxima a liberdade de escolha de cada um puder coexistir com a liberdade de todos de acordo com uma lei universal.”

Se, então, minha ação ou minha condição pode geralmente coexistir com a liberdade de todos de acordo com uma lei universal, todo aquele que obstaculizar minha ação ou minha condição me produz injustiça, pois este obstáculo (resistência) não pode coexistir com a liberdade de acordo com uma lei universal.

Disso também resulta que não se pode requerer que esse princípio de todas as máximas seja ele próprio, por sua vez, minha máxima, isto é, não pode ser exigido que eu dele faça a máxima de minha ação, pois qualquer um pode ser livre enquanto eu não prejudicar sua liberdade mediante minha ação externa, ainda que eu seja inteiramente indiferente à sua liberdade ou quisesse de coração violá-la. Que eu constitua como minha máxima agir justamente é uma exigência que a ética me impõe.

Assim, a lei universal do direito, qual seja, age externamente de modo que o livre uso de teu arbítrio possa coexistir com a liberdade de todos de acordo com uma lei universal, é verdadeiramente uma lei que me impõe uma obrigação, mas não guarda de modo algum a expectativa – e muito menos impõe a exigência – de que eu próprio devesse restringir minha liberdade a essas condições simplesmente em função dessa obrigação; em lugar disso, a razão diz apenas que a liberdade está limitada àquelas condições em conformidade com sua ideia e que ela pode também ser ativamente limitada por outros; e ela o diz como um postulado não suscetível de prova adicional. Quando o objetivo de alguém não é ensinar virtude, mas somente expor o que é o direito, não é permissível e nem deveríamos representar aquela lei do direito como ela mesma sendo o motivo da ação…

*Immanuel Kant em “A metafísica dos costumes”.


Kant-Livros-Download-Farofa-FilosoficaPara aqueles que gostaram deste post, indicamos também o post “Immanuel Kant | 8 livros para download” para ver é só clicar aqui!

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Filosofia e Sociologia: 10 documentários essenciais

Bourdieu, Guy Debord, Leví-Strauss, Nietzsche, Zizek, Foucault… 10 documentários!

A lista abaixo pretende apontar alguns documentários importantes para a Filosofia e para a Sociologia. Portanto, como toda lista, trata-se de uma generalização, uma redução, ou seja, não é uma palavra final sobre o assunto, longe disso… Muito pelo contrário, é só uma sugestão para aqueles que se interessam pelos temas. Logo abaixo do título de cada produção há, em vermelho, o link para os documentários. Online ou para download, confira:

Bourdieu-Documentario-A-sociologia-e-um-esporte-de-combate-Farofa-FilosoficaPierre Bourdieu | A Sociologia é um esporte de combate

Para ver o documentário – CLIQUE AQUI!

O documentário “A sociologia é um esporte de combate” utiliza vasto material, desde cenas do cotidiano de Pierre Bourdieu até trechos de entrevistas e palestras, traçando um amplo panorama daquele que foi uma das principais figuras da sociologia na segunda metade do século XX. O documentário é de 2002, dirigido por Pierre Carles, com duração de 2h 20m.


Sociedade-do-Espetaculo-Guy-Debord-Farofa-FilosoficaGuy Debord | Sociedade do espetáculo

Para ver o documentário – CLIQUE AQUI!

O livro “Sociedade do espetáculo”, lançado em 1967, é uma crítica à sociedade do consumo, à cultura da imagem e à invasão da economia em todas as esferas da vida. O filme, lançado em 1973,  foi dirigido por Debord. Trata-se de uma versão audiovisual do livro, onde, ao expor seus conceitos, o autor utiliza um recorte de imagens incessante e aleatório, dando suporte à teoria apresentada no livro.


Zizek-O-guia-pervertido-da-ideologia-OnlineSlavoj Zizek | O guia pervertido do cinema

Para ver o documentário – CLIQUE AQUI!

O documentário procura analisar cenas e enredos de filmes, discutindo as formas e mecanismos de propagação ideológica. A ideologia vigente é a do consumismo, do capitalismo exacerbado, capaz de destruir o próprio planeta a fim de manter o fluxo de capitais e a aquisição de lucro. Entretanto, revela-se o paradoxo: somos livres para consumir, ou será que nossa liberdade de fato serve ao interesse do capital, o que faz com que esta liberdade não passe de ilusão criada e mantida pelo capital para que continuemos sendo escravos de uma ideologia, sem que a questionemos, sem que percebamos sua ação?


Foucault-por-ele-mesmo-e-contra-si-mesmo---Foucault-em-2-documentáriosFoucault | Foucault por ele mesmo e contra si mesmo (2 documentários)

Para ver os documentários – CLIQUE AQUI!

“Foucault por ele mesmo” é uma boa oportunidade para ouvir o próprio Foucault expor seus posicionamentos,  sem muitos intermediários…. Não se trata de uma biografia, apesar de algumas datas – nascimento, morte, publicações – coincidirem.  O propósito deste documentário é que o espectador descubra a experiência de um pensamento. Já em “Foucault contra si mesmo” temos uma coletânea de entrevistas com críticos e filósofos contemporâneos numa tentativa de construir novas formas de pensar sobre a luta contra os mecanismos de dominação da sociedade a partir do legado de Foucault.


Karl-Marx-documentario-bbc-onlineKarl Marx | Documentário BBC

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Longe de ser uma espécie de “palavra final” sobre o pensamento e a teoria marxista, o documentário aborda vários aspectos importantes sobre a vida e a obra de Karl Marx sem, no entanto, soar panfletário. Muito pelo contrário, vários aspectos sobre a vida pessoal de Marx são abordados, diversas particularidades sobre o período histórico em questão são apresentados e, principalmente, a produção procura analisar a teoria marxista sob um olhar mais “atual”, ou seja, procura apontar os limites e as contribuições do pensamento de Karl Marx  atualmente.


O-defeito-hereditario-dos-filosofos-Friedrich-Nietzsche-Farofa-FilosoficaNietzsche | Humano demasiadamente humano

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Nietzsche é tão importante quanto Marx, Freud e Einstein na evolução do modo como as pessoas pensam no século XX e XXI. Com a entrada na modernidade há o que Nietzsche chama de “a morte de Deus” e com isto o enfraquecimento das certezas morais e intelectuais. O que é certo e o que é errado? O que é bem e o que é mal? O documentário é uma produção da BBC  da série ” Humano, demasiado humano ” tem 48 minutos de duração e é uma boa oportunidade para conhecer melhor Friedrich Nietzsche, sua vida, suas contradições, desejos e posicionamentos.


Sartre-Documentario-BBC-ONLINEJean-Paul Sartre | Documentário BBC

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Jean-Paul Sartre (1905 – 1980) estudou na Escola Normal de Paris e em Berlim, onde recebeu a influência de Husserl e Heidegger. Desenvolveu uma filosofia existencialista em obras como O ser e o nada (1943) e O existencialismo é um humanismo(1946). Nela, aprofunda temas como a liberdade humana, a angústia e as paixões. Em 1945, fundou, com Merleau-Ponty a revista Les Temps Modernes. Entre sua produção literária, estão A náusea (1938) e a trilogia “Os caminhos da liberdade“, composta de A idade da razão (1945), Sursis (1947) e Com a morte na alma (1949), assim como suas obras de teatro Mortos sem sepultura (1946) e Entre quatro paredes (1945).


Levi-Strauss-Saudades-do-Brasil-Documentario-e-livro-Farofa-FilosoficaLeví-Strauss | Saudades do Brasil

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Lévi-Strauss (1908 – 2009) chegou ao Brasil em 1935, integrando o segundo grupo de professores europeus que vieram dar aulas na recém criada Universidade de São Paulo (USP). Nessa época, o francês organizou, com o apoio do escritor Mario de Andrade, as famosas expedições às aldeias Bororo, Kadiwéu e Nambiquara. As experiências e registros dessas viagens foram relatados 15 anos depois, no livro Tristes Trópicos. O documentário é dirigido por Maria Maia e produzido pela TV Senado. Trata-se de um registro raro de diversas tribos brasileiras trazendo imagens, entrevistas e relatos muito interessantes. Já o livro é o relato que o próprio Lévi-Strauss sobre este período.


Darcy-Ribeiro-A-formacao-do-Brasil-Livro-e-documentario-Farofa-FilosoficaDarcy Ribeiro | O povo brasileiro: a formação e o sentido do Brasil

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O documentário, dirigido por Isa Grinspum Ferraz, busca analisar as várias “matrizes” que contribuíram para a formação étnica e cultural do povo brasileiro. O trabalho é baseado no livro O Povo Brasileiro: a Formação e o Sentido do Brasil do antropólogo Darcy Ribeiro, e conta com diversas participações do autor. Trata-se de uma ótima oportunidade para pensar/conhecer a formação cultural e étnica do Brasil. Para aqueles que gostam de História do Brasil também é uma boa oportunidade, já que a produção conta com recortes históricos importantes.


Sergio-Buarque-de-Holanda-Livro-Farofa-FilosoficaSérgio Buarque de Hollanda | Raízes do Brasil

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Raízes do Brasil aborda aspectos centrais da cultura brasileira, buscando compreender o processo de formação da sociedade brasileira. A tese central é a de que o legado personalista da experiência colonial constituía um obstáculo a ser vencido para o estabelecimento da democracia política no Brasil. Nesse sentido, destaca-se a importância do legado cultural português e a dinâmica dos arranjos e adaptações que marcaram as transferências culturais de Portugal para a sua colônia americana.

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A vontade de viver | Texto Arthur Schopenhauer

A vontade de viver

Por Arthur Schopenhauer*

É muito necessário demonstrar isto, já que todos as filósofos que me precederam (…) fazem consistir a essência do homem e, de certa maneira, seu centro, na consciência cognitiva: todos concebem o Eu (ao qual muitos atribuem uma hipóstase transcendente que chamam “alma”) como dotado essencialmente de conhecimento e de pensamento e, somente depois, de forma secundária e derivada, o consideram dotado de Vontade. Esse antigo erro (…) deve ser desmascarado (…) [e] poderia ser aplicado em parte, sobretudo, nos filósofos cristãos, porque todos eles tendiam a estabelecer a maior distância entre o homem e o animal e, paralelamente, entendiam de maneira vaga que essa diferença está na inteligência, não na Vontade. Assim (…) surgiu neles a tendência de fazer da inteligência o essencial e até de representar a Vontade como mera função da inteligência.

A consequência desse erro é a seguinte: sendo notório que a consciência cognitiva é aniquilada com a morte, os filósofos devem admitir que a morte é ou o aniquilamento do homem, hipótese contrária pela qual se resolve nossa convicção interna, ou a duração dessa consciência; mas para aceitar essa ideia é necessária uma fé cega, pois cada um de nós pode convencer-se, por experiência própria, de que a consciência está em completa e absoluta dependência do cérebro e de que é tão difícil conceber uma digestão sem estômago quanto um pensamento sem cérebro. Desse dilema não se pode sair senão pelo caminho que indico na minha filosofia, que é a primeira a colocar a essência do homem não na consciência, mas na Vontade, que não se encontra necessariamente ligada à consciência. (…) Assim, compreendidas essas coisas, chegaremos a convicção de que essa medula, substância íntima, é indestrutível, apesar do aniquilamento certo do consciência com a morte e apesar de sua não-existência antes do nascimento. A inteligência é tão perecível quanto o cérebro, do qual é produto, ou melhor, função. Mas o cérebro, como todo organismo, é o produto ou fenômeno da Vontade, que é a única imortal.

SCHOPENHAUER, Arthur, O mundo como Vontade e representação. vol. 1, cap. XVIII.


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Para aqueles que gostaram deste post, indicamos também o post Arthur Schopenhauer | 21 obras para download em PDF, para ver é só clicar aqui! 

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O Manual de Epiteto | Livro em PDF para download

Epiteto ou Epicteto (50 d.C. – 135 d.C.) foi um filósofo grego estoico que viveu a maior parte de sua como escravo de Epafrodito, o cruel secretário de Nero que, segundo a tradição, uma vez lhe quebrou uma perna. De sua obra conservam-se Encheiridion de Epicteto (também conhecido como Manual de Epitetoe as Diatribes (ou Discursos), ambos editados por seu discípulo Lúcio Flávio Arriano.

Apesar de pouco conhecida atualmente, suas obras influenciaram diversos pensadores. Como viver uma vida plena, uma vida feliz? Como ser uma pessoa com boas qualidades morais? São questões muito presentes na obra do filósofo. Para Epiteto, uma vida feliz e uma vida virtuosa são sinônimos. Felicidade e realização pessoal são consequências naturais de atitudes corretas…

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David Hume | 4 livros para download em PDF

David Hume (1711 – 1776) é um dos principais representantes do empirismo, corrente filosófica que sustenta que a única fonte de conhecimento é a experiência sensível. Noções como substância, transcendência ou eu não são, para o filósofo escocês, mais do que representações criadas pela imaginação para compreender o mundo empírico…

Para aqueles que queiram conhecer melhor a obra e o pensamento de David Hume, seguem abaixo 4 livros em PDF, para download:

Um tratado da natureza humana – CLIQUE AQUI!
História natural da religião – CLIQUE AQUI! 
Investigação sobre o entendimento humano – CLIQUE AQUI!
David Hume (Coleção 90 minutos) – CLIQUE AQUI!

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Marx Reloaded | Documentário

O documentário alemão, dirigido por Jason Barker, procura analisar as ideias de Karl Marx no contexto de algumas crises econômicas globais específicas, contando com diversas entrevistas trata-se de uma ótima oportunidade para conhecer melhor a obra e o pensamento de Karl Marx.

Vídeo via Filosofia em vídeo

Karl-Marx-documentario-bbc-onlinePara aqueles que gostaram deste post indicamos também o post Os limites e as contribuições da teoria marxista, par ver é só clicar aqui!

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Loucura | Por Voltaire em “Dicionário Filosófico”

Loucura

Por Voltaire em “Dicionário Filosófico”

Não se trata de reeditar o livro de Erasmo, que na atualidade não seria mais do que um lugar comum bastante insípido.

Chamamos loucura a essas doenças dos órgãos do cérebro que impedem um homem de pensar e de agir como os outros. Não podendo gerir seus bens, é, interdito; não podendo ter ideias de acordo com a sociedade, é excluído, se for nocivo, é enclausurado; se for furioso, trancafiam-no.

É importante observar que esse homem, entretanto, não carece de ideias; ele as tem como todos os outros enquanto acordado e, frequentemente, enquanto dorme. Poder-se-á perguntar como sua alma espiritual, imortal, alojada em seu cérebro, recebendo todas as ideias por meio dos sentidos coordenados e divididos, não possa concluir um julgamento são. Ela vê os objetos como os viam na alma de Aristóteles e de Platão, de Locke e de Newton; ouve os mesmos sons, tem o mesmo sentido do tato: por que motivo, pois, recebendo percepções que os mais sábios experimentam, compõe um conjunto inevitavelmente extravagante?

Se essa substância simples e eterna possui para as suas ações os mesmos instrumentos das almas dos cérebros mais sábios, deve raciocinar como eles. Que o impediria? Claro que se um maluco vê vermelho e os sábios azul; se quando os sábios ouvem uma música o louco ouve o zurrar de um asno; se quando eles estão no sermão o louco julga estar na comédia; se quando eles ouvem sim ele entende não, então sua alma deve pensar ao contrário das outras. Mas o louco tem as mesmas percepções que eles; não há nenhuma razão aparente pela qual sua alma, tendo recebido mediante os sentidos todos os seus utensílios, não os possa usar. Ela é pura, dizemos; não está sujeita por si mesma a nenhuma enfermidade; ei-la provida de todos os recursos necessários; passe o que se passar em seu corpo, nada poderá mudar a sua essência; contudo, ei-la encerrada num manicômio.

Essa reflexão pode fazer supor que a faculdade de pensar, doada por Deus ao homem, esteja sujeita a desarranjos como os outros sentidos. Um louco é um doente cujo cérebro sofre, como o gotoso é um doente que sofre dos pés e das mãos; ele pensa com o cérebro, assim como anda com os pés, sem nada conhecer nem do seu poder incomparável de andar, nem do seu não menos incompreensível poder de pensar. Sofre-se a gota no cérebro como nos pés. Enfim, após mil reflexões, é preciso convir em que somente a fé, talvez, possa convencer-nos de que uma substância simples e imaterial seja passível de doença.

Os doutos ou os doutores dirão ao louco: “Meu amigo, não obstante teres perdido o senso comum, tua alma é tão espiritual, tão pura, tão imoral como a nossa; porém nossa alma está bem alojada e a tua o está mal; as janelas da casa estão fechadas para ela; falta-lhe ar, ela sufoca”. O maluco, em seus bons momentos, lhes responderia: “Meus amigos, pensais à vossa moda, o que é discutível. Minhas janelas estão tão abertas como as vossas, porquanto eu vejo os mesmos objetos e ouço as mesmas palavras: é, pois, necessário que, ou minha alma empregue mal os seus sentidos, ou seja, ela própria um sentido viciado, uma qualidade depravada. Numa palavra, ou minha alma é louca por sua própria conta ou eu não tenho alma”.

Um dos doutores poderá responder: “Meu irmão, Deus criou, é possível, almas loucas, assim como criou almas sábias”. O louco replicará: “Se eu fosse acreditar no que me dizeis, seria ainda mais louco do que já sou. Por obséquio, vós que sabeis tanto, dizei-me, por que sou louco? ”.

Se os doutores tiverem ainda um pouco de bom senso lhe responderão: “Ignoro-o absolutamente”. Eles não compreenderão por que um cérebro tem ideias incoerentes; não compreenderão melhor por que outro cérebro tem ideias regulares e coerentes. Julgar-se-ão sábios, e serão tão loucos como ele.


Voltaire-Livros-em-Pdf-para-DownloadPara aqueles que queiram conhecer melhor a obra e o pensamento de Voltaire indicamos o post Voltaire | 14 livros para download, para ver é só clicar aqui!

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Merleau Ponty | 5 livros para download em PDF

Maurice Merleau-Ponty (1908 a 1961) foi um filósofo fenomenológico francês. Frequentou a École Normale Supérieure, uma das mais prestigiadas escolas francesas da área de literatura e filosofia, de onde saiu em 1931. Com Sartre e Simone de Beauvoir, fundou, no pós-guerra, a revista Les temps modernes, que marcou época a partir dos anos 40. A revista publicou alguns dos melhores autores da segunda metade do século XX: textos sobre filosofia, política, artes, sociologia, história etc.

Suas primeiras obras dialogam com a filosofia de Edmund Husserl, seu mestre e precursor, mais tarde concentra sua atenção em questões sociais e políticas. Para aqueles que queiram conhecer melhor a obra e o pensamento de Merleau Ponty, segue abaixo 5 de seus livros para download em PDF:

Signos – CLIQUE AQUI!
Conversas – CLIQUE AQUI!
Fenomenologia da percepção – CLIQUE AQUI!
A prosa do mundo – CLIQUE AQUI!
O olho e o espírito – CLIQUE AQUI!

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“Leviatã” de Thomas Hobbes: livro em PDF para download

O livro Leviatã de Thomas Hobbes, publicado em 1651, é apontado como uma das principais obras da filosofia inglesa e ilustra bem a filosofia de seu autor Thomas Hobbes (1588 – 1679):

“Tal como os homens, tendo em vista conseguir a paz, e através disso sua própria conservação, criaram um homem artificial, ao qual chamamos Estado, assim também criaram cadeias artificiais, chamadas leis civis (…)”

O trecho, retirado do capítulo 21 de Leviatã, revela o projeto de Thomas Hobbes: o Estado e as leis destinam-se à preservação da vida do homem. Sem esses artifícios, segundo o autor, não haveria paz, nem vida.

Influenciado por nomes como Francis Bacon e Galileu Galilei, Hobbes refutou a metafísica, buscando a causa e a propriedade das coisas. Para ele o homem tende naturalmente a continuar em movimento, isto é, o valor primordial para cada indivíduo seria a conservação da vida, o crescimento e a afirmação de si mesmo.

Para aqueles que queiram conhecer melhor a obra e o pensamento do autor, segue abaixo o link para o download do livro Leviatã em PDF:

Para fazer o download do livro – CLIQUE AQUI!

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Resposta à questão: O que é esclarecimento? | Por Immanuel Kant

RESPOSTA À QUESTÃO: O QUE É ESCLARECIMENTO?

Por Immanuel Kant

Königsberg, Prússia 30 de setembro de 1784.

“Esclarecimento é a saída do homem da menoridade pela qual é o próprio culpado. Menoridade é a incapacidade de servir-se do próprio entendimento sem direção alheia. O homem é o próprio culpado por esta incapacidade, quando sua causa reside na falta, não de entendimento, mas de resolução e coragem de fazer uso dele sem a direção de outra pessoa. […] Ouse fazer uso de teu próprio entendimento! Eis o lema do Esclarecimento. Inércia e covardia são as causas de que uma tão grande maioria dos homens, mesmo depois de a natureza há muito tê-los libertado de uma direção alheia, de bom grado permaneça toda vida na menoridade, e porque seja tão fácil a outros apresentarem-se como seus tutores. É tão cômodo ser menor.

Possuo um livro que faz as vezes de meu entendimento; um guru espiritual, que faz às vezes de minha consciência; um médico, que decide por mim a dieta etc.; assim não preciso eu mesmo dispender nenhum esforço. Não preciso necessariamente pensar, se posso apenas pagar; outros se incumbirão por mim desta aborrecida ocupação. Que, junto à grande maioria dos homens (incluindo aí o inteiro belo sexo) o passo rumo à maioridade, já em si custoso, também seja considerado muito perigoso, para isso ocupam-se cada um dos tutores, que de bom grado tomaram para si a direção sobre eles. Após terem emburrecido seu gado doméstico e cuidadosamente impedido que essas dóceis criaturas pudessem dar um único passo fora do andador, mostram-lhes em seguida o perigo que paira sobre elas, caso procurem andar por própria conta e risco. Ora, este perigo nem é tão grande, pois através de algumas quedas finalmente aprenderiam a andar; mas um exemplo assim dá medo e geralmente intimida contra toda nova tentativa. É, portanto, difícil para cada homem isoladamente livrar-se da menoridade que nele se tornou quase uma natureza. Até afeiçoou-se a ela e por ora permanece realmente incapaz de servir-se de seu próprio entendimento, pois nunca se deixou que ensaiasse fazê-lo.

Preceitos e fórmulas, esses instrumentos mecânicos de um uso, antes, de um mau uso racional de suas aptidões naturais, são os entraves de uma permanente menoridade. Também quem deles se livrasse, faria apenas um salto inseguro sobre o fosso mais estreito, visto não estar habituado a uma liberdade de movimento desta espécie. Por isso, são poucos os que conseguiram, através do exercício individual de seu espírito, desembaraçar-se de sua menoridade e, assim, tomar um caminho seguro. Que um público se esclareça a si mesmo, porém, é bem possível; e isso é até quase inevitável, se lhe for concedida liberdade. Pois, mesmo dentre os tutores estabelecidos do vulgo, sempre se encontrarão alguns livres pensadores, os quais, após terem sacudido de si o jugo da menoridade, difundirão à volta de si o espírito de uma avaliação racional do próprio valor e a vocação de cada um de pensar por si mesmo. Há, nisto, uma peculiaridade: o público, que antes se encontrava submetido por eles a este jugo, em seguida obriga-os a permanecer sob ele, quando incitado por aqueles dentre seus tutores que são incapazes de todo esclarecimento…”

Para ler online ou fazer o download do texto completo – CLIQUE AQUI!

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Descartes: 7 livros em PDF para download

René Descartes (1596 – 1650) inaugurou o racionalismo e a filosofia moderna. Sua obra abrange campos variados como matemática, filosofia, física e medicina. Em matemática, criou a álgebra dos polinômios e, em colaboração com Pierre Fermat, a geometria analítica.

Em óptica, enunciou as leis geométricas da reflexão e da refração. Porém, sua maior contribuição foi no campo da filosofia. Utilizando-se do método da análise matemática, procurou construir um sistema que impossibilitasse o erro, adotando a dúvida como método. Rejeitou, assim, tudo aquilo que pudesse ser considerado duvidoso para, no fim, advertir que a única verdade irrefutável era o ato de duvidar.

Para aqueles que queiram conhecer melhor a obra e o pensamento de Descartes, seguem 6 de seus livros em PDF, para download:

Discurso do método – CLIQUE AQUI!
Meditações Metafísicas – CLIQUE AQUI!
Regras para a direção do espírito – CLIQUE AQUI!
Meditações sobre Filosofia Primeira – CLIQUE AQUI!
Princípios de Filosofia – CLIQUE AQUI!
Descartes (Coleção Os Pensadores) – CLIQUE AQUI!
Descartes (Coleção 90 Minutos) – CLIQUE AQUI!

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“O existencialismo é um humanismo” de Jean-Paul Sartre | Livro em PDF para download

Escrito em 1946 por Jean-Paul Sartre a obra é baseada em uma conferência chamada “Existencialismo é um Humanismo” que Sartre deu no Club Maintenant em Paris, em 29 de Outubro de 1945. Sua publicação teve como objetivo esclarecer algumas questões que o Existencialismo suscitava. Trata-se de uma boa oportunidade para conhecer melhor o Existencialismo e o pensamento de Jean-Paul Sartre.

Para fazer o download do livro – CLIQUE AQUI!

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Rabiscos | Por Antonio Gramsci

RABISCOS¹

Uma vez, duas vezes, três vezes…

Escreves e riscam, escreves e riscam… Molhas a caneta, a mão abandonada a meia altura, titubeante. O cérebro não transmite à mão, aos dedos, o impulso para se moverem. A mão desce sobre o papel e a ponta de aço passeia sobre a brancura descrevendo complicadíssimos rabiscos, labirintos sem saída. Procura-se fatigosamente a saída. O pensamento aguça-se na angústia, choca-se contra as paredes para ver se elas se abrem numa passagem possível. Começa-se. Apaga-se. Recomeça-se. A expressão flui, o trabalho de aglutinação das frases e dos períodos repousa, afrouxa o esforço inicial. Convencemo-nos de ter encontrado o equilíbrio necessário entre as necessidades da própria sinceridade e as agressões irracionais da censura.

Aguardamos vacilantes. Claro, vacilantes, porque amamos tudo o que nos exigiu um esforço para nascer, para exteriorizar-se. Sentimos as mesmas impressões de outrora, diante dos professores, com esta diferença: com os professores estávamos convencidos de estar diante de indivíduos absolutamente superiores que tinham verdadeiramente a capacidade de julgar nossos esforços, os nossos méritos. Agora sentimos, pelo contrário, a incapacidade absoluta, o despreparo absoluto em quem armado de lápis, como então, julga e ordena. Mas há uma igualdade entre uns e outros, sentimos que uma igualdade existe.

Encontramo-nos agora, como então, diante de italianos, de velhos italianos (ainda quando jovens em idade), que não dão nenhuma importância aos outros, ao trabalho, ao esforço dos outros, à personalidade moral dos outros. Detentores, por um momento, de um poder (embora pequeno), querem deixar um vestígio dele, um vestígio o maior possível. O velho italiano não está habituado à liberdade: e não se fala de liberdade com L maiúsculo, abstração ideológica, mas da pequena, concreta liberdade, que se exprime no respeito aos outros, ao trabalho, aos esforços, à personalidade e às necessidades morais dos outros; que vence as pequenas, exasperantes, inúteis irritações; que impõe a quem tem o poder (mesmo que seja um pequeno poder) o ato de evitar até a aparência de uma injustiça, de um abuso.

Quem tem confiança nas boas energias dos homens e não ceifa um campo de trigo para destruir quatro papoulas e meia dúzia de tenras hastes de joio. Que acredita, antes, natural que assim seja, que ao trigo se misture joio e papoulas, porque uma vida coletiva só é saudável quando há luta, atrito, choque de sentimentos e paixões, e só na luta se revelam os fortes, os indispensáveis, os homens de fé e de ação, que tapam a boca à crítica agindo fortemente. Mas o velho italiano não compreende um poder sem repressões: se na Itália houvesse a pena de morte e ninguém sofresse esta sanção, o carrasco, para não estar sem fazer nada, tornar-se-ia mandatário de assassínio e de estupros, para poder trabalhar os seus cúmplices.

Assim como acontece em muitos vilarejos da Itália meridional, onde os guardas rurais danificam, eles próprios, a propriedade privada, para fazer sentir que são indispensáveis. Assim também o censor, para fazer sentir quanto é fatigante e árduo o seu ofício, apaga, anula, risca tudo, tudo, tudo, trigo e papoulas, trabalho e tédio, bem e mal. E a caneta continua a traçar rabiscos, esperando, porque sente que esta barbárie (a confusão nos critérios, o arbítrio e o abuso são barbáries), se esgotará na própria raiva…

¹GRAMSCI, A. Sotto la Mole (1916-1920). Torino: Einaudi, 1975. p. 340-342

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Parmênides segundo Platão e Heidegger | 2 livros para download

Para Parmênides (530 a.C. — 460 a.C.) só o raciocínio abre a porta do entendimento do mundo. Em resumo, o que exite, o ser é. A conclusão lógica dessa premissa: o que não existe, o não-ser, não é.  A única realidade – o ser, o que existe – que pode ser pensada é  perfeita, limitada, imóvel, indestrutível.

Segundo Parmênides, o homem tem dois caminhos: o da opinião e o da verdade. O primeiro refere-se aos objetos dos sentidos, à experiência sensível, e deve ser abandonado por não levar à verdade. O único caminho que conduz à verdade é o da razão: “O ser e o pensar são a mesma coisa”. Essa afirmação irá colocar a especulação filosófica apenas no mundo da mente…

Parmênides influenciou fortemente vários filósofos e escolas filosóficas. Para aqueles que queiram conhecer melhor a obra e o pensamento de Parmênides, seguem abaixo dois livros, um de Platão e outro de Heidegger:

  • Platão | Livro: “Parmênides ( o uno e o múltiplo, as formas inteligíveis)”
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  • Heidegger | Livro: “Parmênides”
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“O poder, um animal magnífico” Entrevista Michel Foucault

O Poder, um magnífico animal*

Entrevista Michel Foucault

 [Entrevistador] – Como o senhor preparou seu primeiro livro? A partir de quais experiências?

 [Foucault] – Eu me formei filosoficamente numa atmosfera que era a da fenomenologia e a do existencialismo. Quer dizer, formas de reflexão que estavam ligadas, imediatamente às experiências vividas, eram alimentadas e nutridas por elas. E era no fundo, a elucidação desta experiência vivida o que constituía a filosofia, o discurso filosófico. Ora, sem que eu saiba ainda muito bem por que, se produziu naqueles anos, os anos 50, 60, 70, uma mudança apesar de tudo importante na reflexão teórica, tal como se desenvolvia na França, em particular: uma importância cada vez maior ligada à experiência imediata, vivida, íntima dos indivíduos. Em troca, uma importância crescente dada à relação das coisas entre si, em culturas diferentes das nossas, aos fenômenos históricos, aos fenômenos econômicos. Vejam como Lévi-Strauss foi importante, pelo menos na cultura francesa. Ora, se alguém está longe da experiência vivida, é justamente Lévi-Strauss, cujo objeto era precisamente a cultura o mais estranha possível da nossa. O mesmo com a importância da psicanálise, sobretudo a de tipo lacaniano, na França, que começou nessa mesma época. A que ela se deveu, senão justamente ao fato de que, nesta psicanálise, não era a experiência vivida que importava, não era isso que se tinha que elucidar, mas as estruturas do inconsciente, não da consciência. Então, eu me interessei por razões pessoais, biográficas, por este problema da loucura, e também eu não fiquei tentado em buscar elucidar no interior de minha consciência qual poderia ser a relação que eu tinha com a loucura ou com minha loucura, mas, pelo contrário, eu me apaixonei pelo problema do estatuto histórico, social, político da loucura em uma sociedade como a nossa. E isso de tal modo que fui imediatamente conduzido a utilizar o material histórico e, em vez de fazer introspecção, análise de mim mesmo, a análise de minha experiência vivida, me lancei de corpo e alma na poeira dos arquivos, tentei encontrar documentos, textos, testemunhos concernentes ao status da loucura.

[Entrevistador] – O senhor fala deste status da loucura no plano político, social, histórico. Como o senhor o percorreu na trajetória de sua pesquisa?

[Foucault] – A loucura foi cada vez mais medicalizada através de toda a história do Ocidente. Na Idade Média, certamente, se considerava certos indivíduos doentes do espírito ou da cabeça ou do cérebro. Mas era algo absolutamente excepcional. Em geral, o louco, o desviante, o irregular, o que não se comportava ou não falava como todo mundo, não era percebido como um doente. Foi aos poucos que se começou a ligar à medicina o fenômeno da loucura, a considerar que a loucura era uma forma de doença, no limite, que todo indivíduo, mesmo normal, era talvez doente na medida em que poderia ser louco. Essa medicalização é na realidade, um aspecto de um fenômeno mais amplo que é a medicalização geral da existência. Eu diria, muito esquematicamente, que o grande problema das sociedades ocidentais desde a Idade Média até o século 18 tem sido o direito, a lei, a legitimidade, a legalidade, e que com muito custo se conquistou uma sociedade de direito, o direito dos indivíduos, após todas as lutas políticas que sacudiram a Europa até o século 19; e justamente no momento em que se acreditava ou que os revolucionários franceses acreditavam ter atingido uma sociedade de direito, eis que algo ocorreu que eu justamente tento analisar, algo que fez com que entrássemos na sociedade da norma, da saúde, da medicina, da normalização que é nosso modo essencial de funcionamento agora. Veja o que se passa atualmente na justiça penal da maioria dos países europeus. Quando se precisa lidar com um criminoso, a questão é logo saber se ele não é louco, quais são os motivos psicológicos que o levaram a cometer seu crime, os problemas que teve na infância, as perturbações de seu meio familiar… Psicologiza-se também as coisas; psicologizá-las quer dizer medicalizá-las.

[Entrevistador] – O senhor fala da medicalização, não somente da loucura.

[Foucault] – Sim, e dos indivíduos em geral, da existência em geral. Veja, por exemplo…

(Continua…)

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Boécio “A consolação da filosofia” | Livro em PDF, para download

A consolação da filosofia é uma obra escrita no ano 524 pelo filósofo Boécio. Ficou conhecida como uma das últimas grandes obras ocidentais consideradas clássicas, marcando o período de transição entre o Cristianismo Medieval e o Renascimento.

A obra foi escrita durante a prisão de Boécio, que durou um ano, antes que fosse julgado e executado pelos crimes de traição, durante o governo do rei ostrogodo, Teodorico, o Grande. Essa experiência inspirou o texto, suas reflexões sobre como o mal pode existir num mundo governado por Deus e sobre a busca da felicidade em meio às intempéries são temas recorrentes.

Para aqueles que queiram conhecer melhor a obra, segue abaixo o link para realizar o download do livro:

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Georg Simmel | 8 livros em PDF, para download

Georg Simmel (1858 – 1918) foi um importante sociólogo alemão. Muito antes do grande tratado sociológico de Max Weber – Economia e Sociedade -, a Alemanha já conhecia o desenvolvimento consistente de uma discussão epistemológica voltada para a determinação do objeto, métodos e temas da ciência sociológica.

Escrito em 1908, a Filosofia do Dinheiro de Georg Simmel pode ser considerada como um dos grandes tratados que analisam sociologicamente a vida moderna, como “O Capital” de Karl Marx, “A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo” de Max Weber e A “Divisão do Trabalho Social“, de Émile Durkheim. Dividido em duas partes, a obra realiza uma ampla abordagem fenomenológica em relação ao dinheiro, destacando sua influência e sua relação com os elementos centrais da sociedade contemporânea.

Para aqueles que queiram conhecer melhor a obra e o pensamento do autor, segue abaixo 8 de seus livros, em PDF, para download:

A filosofia do amor – CLIQUE AQUI!
A natureza sociológica do conflito – CLIQUE AQUI!
A metrópole e a vida mental – CLIQUE AQUI!
O conceito e a tragédia da cultura – CLIQUE AQUI!
O dinheiro na cultura moderna – CLIQUE AQUI!
Religião e ciência moderna – CLIQUE AQUI!
Filosofia da paisagem – CLIQUE AQUI!
Teoria da História – CLIQUE AQUI!

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Sêneca “Sobre a ira, sobre a tranquilidade da alma”, livro em PDF, para download

Sêneca – Lúcio Anneus Sêneca (4 a.C.? – 65 d.C.) – foi um dos mais célebres advogados do Império Romano, sua obra literária e filosófica, tidO como modelo do pensador estoico durante o Renascimento, inspirou o desenvolvimento da tragédia na dramaturgia europeia renascentista.

Em “Sobre a ira, sobre a tranquilidade da alma” a concepção que Sêneca tinha sobre a filosofia é exemplificada: uma disciplina prática, destinada não só a elevar a qualidade ética da vida humana, mas sobretudo a promover um processo espiritual, conforme a perspectiva afirmada pela doutrina estoica. Em função disso, a abordagem é minimamente teórica, sendo privilegiados os recursos de uma linguagem retórico-literária exuberante, que visa a dispor o leitor à transformação de seu estado de ânimo e à busca de uma conduta moral permanentemente elevada. Leitura indispensável para a manutenção da serenidade em tempos conturbados…

Para aqueles que queiram conhecer melhor a obra e o pensamento do autor, segue abaixo o link para o download do livro:

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Seneca-livro-Sobre-a-Brevidade-da-Vida-em-PDF,-para-downloadPara aqueles que gostaram deste post, indicamos também o post “Sêneca, sobre a brevidade da vida”, para ver é só clicar aqui!

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Montaigne “Os Ensaios” | Livro em PDF, para download

Michel de Montaigne (1533 – 1592) é autor de uma obra bem original, que dá início a um novo gênero literário-filosófico: Os Ensaios, publicado em 1580, é uma obra que ilustra bem esta característica do autor. Nela, Montaigne “ensaia a si mesmo”: faz do próprio eu seu objeto, realizando uma análise livre e crítica da sociedade e da cultura da época.

Os Ensaios refletem a ampla erudição do autor, leitor de literatura antiga resgatada pelo Humanismo. Montaigne é filho deste humanismo, cujas carências e limitações aponta em seus textos.

Para aqueles que queiram conhecer a melhor a obra e o pensamento do autor, segue abaixo o link para download do livro “Os Ensaios”:

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Montaigne-Farofa-FilosoficaPara aqueles que gostaram deste post, indicamos também o post “Filosofia, prazer e morte | Por Michel Montaigne”, para ver é só clicar aqui!

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