O Corpo Utópico | Texto de Michel Foucault

O Corpo Utópico

Michel Foucault*

Basta eu acordar, que não posso escapar deste lugar que Proust, docemente, ansiosamente, ocupa uma vez mais em cada despertar. Não que me prenda ao lugar – porque depois de tudo eu posso não apenas mexer, andar por aí, mas posso movimentá-lo, removê-lo, mudá-lo de lugar –, mas somente por isso: não posso me deslocar sem ele. Não posso deixá-lo onde está para ir a outro lugar. Posso ir até o fim do mundo, posso me esconder, de manhã, debaixo das cobertas, encolher o máximo possível, posso deixar-me queimar ao sol na praia, mas o corpo sempre estará onde eu estou. Ele está aqui, irreparavelmente, nunca em outro lugar. Meu corpo é o contrário de uma utopia, é o que nunca está sob outro céu, é o lugar absoluto, o pequeno fragmento de espaço com o qual, em sentido estrito, eu me corporizo.

Meu corpo, topia desapiedada. E se, por ventura, eu vivesse com ele em uma espécie de familiaridade gastada, como com uma sombra, como com essas coisas de todos os dias que finalmente deixei de ver e que a vida passou para segundo plano, como essas chaminés, esses telhados que se amontoam cada tarde diante da minha janela? Mas, todas as manhãs, a mesma ferida; sob os meus olhos se desenha a inevitável imagem que o espelho impõe: rosto magro, costas curvadas, olhos míopes, careca, nada lindo, na verdade. Meu corpo é uma jaula desagradável, na qual terei que me mostrar e passear. É através de suas grades que eu vou falar, olhar, ser visto. Meu corpo é o lugar irremediável a que estou condenado.

Depois de tudo, creio que é contra ele e como que para apagá-lo, que nasceram todas as utopias. A que se devem o prestígio da utopia, da beleza, da maravilha da utopia? A utopia é um lugar fora de todos os lugares, mas é um lugar onde terei um corpo sem corpo, um corpo que será belo, límpido, transparente, luminoso, veloz, colossal em sua potência, infinito em sua duração, desligado, invisível, protegido, sempre transfigurado; e é bem possível que a utopia primeira, aquela que é a mais inextirpável no coração dos homens, seja precisamente a utopia de um corpo incorpóreo. O país das fadas, dos duendes, dos gênios, dos magos, e bem, é o país onde os corpos se transportam à velocidade da luz, onde as feridas se curam imediatamente, onde caímos de uma montanha sem nos machucar, onde se é visível quando se quer e invisível quando se deseja. Se há um país mágico é realmente para que nele eu seja um príncipe encantado e todos os lindos peraltas se tornem peludos e feios como ursos.

Mas há ainda outra utopia dedicada a desfazer os corpos. Essa utopia é o país dos mortos, são as grandes cidades utópicas deixadas pela civilização egípcia. Mas, o que são as múmias?  São a utopia do corpo negado e transfigurado. As múmias são o grande corpo utópico que persiste através do tempo. Há as pinturas e esculturas dos túmulos; as estátuas, que, desde a Idade Média, prolongam uma juventude que não terá fim. Atualmente, existem esses simples cubos de mármore, corpos geometrizados pela pedra, figuras regulares e brancas sobre o grande quadro negro dos cemitérios. E nessa cidade de utopia dos mortos, eis aqui que meu corpo se torna sólido como uma coisa, eterno como um deus. (Continua…)

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O desejo manifesto pelos sonhos | Texto de Sigmund Freud

O desejo manifesto nos sonhos

Por Sigmund Freud

Em primeiro lugar, nem todos os sonhos são estranhos, incompreensíveis e confusos para a pessoa que sonhou. Examinando os sonhos de criancinhas, desde um ano e meio de idade, verificarão que eles são extremamente simples e de fácil explicação. A criancinha sonha sempre com a realização de desejos que o dia anterior lhe trouxe e que ela não satisfez. […] Estaria certamente resolvido, e de modo satisfatório, o enigma do sonho, se o do adulto não fosse nada mais que o da criancinha: realização de desejos trazidos pelo dia do sonho. E isso de fato é verdade. As dificuldades que esta solução apresenta removem-se uma a uma, mediante a análise minuciosa dos sonhos.

A primeira objeção e a mais importante é a de que os sonhos dos adultos via de regra têm um conteúdo ininteligível, sem nenhuma semelhança com a satisfação de desejos. Resposta: estes sonhos estão distorcidos, o processo psíquico correspondente teria originariamente uma expressão verbal muito diversa. O conteúdo manifesto do sonho, recordado vagamente de manhã e que, não obstante a espontaneidade aparente, se exprime em palavras com esforço, deve ser diferenciado dos pensamentos latentes do sonho que se têm de admitir como existentes no inconsciente. Esta deformação possui mecanismo idêntico ao que já conhecemos desde quando examinamos a gênese dos sintomas histéricos; é uma prova da participação da mesma interação de forças mentais tanto na formação dos sonhos como na dos sintomas. […] é obra das forças defensivas do ego, isto é, das resistências que na vigília impedem, de modo geral, a passagem para a consciência dos desejos reprimidos do inconsciente; enfraquecidas durante o sono, essas resistências ainda são suficientemente fortes para só os tolerar disfarçados. Quem sonha, portanto, reconhece tão mal o sentido de seus sonhos como o histérico as correlações e a significação de seus sonhos…

FREUD, Sigmund. Cindo lições de psicanálise. Rio de Janeiro: Imago, 1997. p. 26-28


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Félix Guattari | 6 livros para download em PDF

Félix Guattari (1930 – 1992) foi um filósofo e psicanalista francês. Entre os conceitos e noções criadas por Guattari estão: Transversalidade, Ecosofia, Caosmose, Desterritorialização, Ritornelo, Singularidade, Produção de Subjetividade, Capitalismo Mundial Integrado, etc.

Teorizou também sobre a questão da transdisciplinaridade, do desejo, das instituições e foi, juntamente com Deleuze, um dos mais profundos críticos da Psicanálise. A partir desta crítica, criou, em conjunto com Gilles Deleuze o que chamou de Esquizoanálise. Tornou-se um dos principais percursores da Reforma Psiquiátrica e um dos destaques do pós-estruturalismo francês.

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Michel Foucault | Entrevista “Poder e saber”

Entrevista Poder e Saber | Michel Foucault*

  (Entrevistador)O interesse do público por suas obras aumentou consideravelmente no Japão nos últimos anos, pois, em seguida à tradução tão aguardada de As Palavras e as Coisas, saiu Vigiar e Punir, publicada há dois anos, e uma parte de A Vontade de Saber, que acaba de ser traduzida. Entretanto, há no meio intelectual japonês, mitos com relação ao autor que impossibilitam uma leitura objetiva de sua obra. Estes mitos veiculam três imagens falsas de sua personalidade, mas geralmente aceitas como verossímeis. O primeiro mito é o de um Foucault estruturalista, massacrando a história e o homem, sobre o qual lhe falei na entrevista anterior. O segundo é o de um Foucault como homem de método, mito que se espalhou no Japão após a tradução de A Arqueologia do Saber. É devido a esse livro que o acolhemos como uma espécie de criança prodígio da filosofia, que, depois de ter passeado pelo domínio suspeito da literatura, retornava a uma reflexão séria sobre o método. O terceiro mito é o de um Foucault contestador. As pessoas o têm como contestador devido ao fato de o senhor falar da prisão e dos presidiários. Espera-se então, igualmente, que a sua História da Sexualidade seja um livro de contestação… Estes mitos existem também na França?

(FOUCAULT) – Eles se espalharam na França, eles se espalharam também nos Estados Unidos. Eu recebi há dois dias um artigo, aliás, muito bem feito, de alguém que retomava sucessivamente meus diferentes livros em ordem cronológica e que os apresentava a meu ver com bastante objetividade, desde a “História da Loucura” até a “História da Sexualidade”. A imagem de cada um dos livros não era falsa, mas assim mesmo fiquei completamente pasmo, quando ao fim dessa apresentação o autor dizia: “Assim, vejam vocês, Foucault é um aluno de Lévi-Strauss, é um estruturalista, e seu método é inteiramente anti-histórico ou a-histórico!” Ora, apresentar a “História da Loucura”, apresentar “Nascimento da Clínica”, a “História da Sexualidade”, “Vigiar e Punir” como livros não históricos, eu não compreendo. Eu acrescentaria simplesmente que não houve sequer um comentador, nenhum, que notasse que, em “As Palavras e as Coisas” , que é tido como meu livro estruturalista, a palavra “estrutura” fosse usada pelo menos uma vez. Se ela é mencionada como citação, não é usada nenhuma vez por mim, nem mesmo o termo “estrutura” ou qualquer das noções que os estruturalistas empregam para definir seu método. É então um preconceito bastante espalhado. O mal entendido está em vias de se dissipar na França, mas diria honestamente que ele tem, apesar de tudo, suas razões de ser, porque muitas coisas que eu fazia não estavam, durante muito tempo, completamente claras para mim mesmo. É verdade eu procurei meu caminho em direções um pouco diferentes. Poder-se-ia, é claro, retraçar uma espécie de fio condutor. Meu primeiro livro era a história da loucura, quer dizer, um problema ao mesmo tempo de história do saber médico, de história das instituições médicas e psiquiátricas. Disso passei a uma análise da medicina em geral, em seguida ao estudo das ciências empíricas como a história natural, a economia política, a gramática. Tudo isso é uma espécie não digo de lógica, mas de progressão, por justaposição; entretanto, sob este desenvolvimento livre, mas apesar de tudo verossímil, havia algo que eu próprio não compreendia muito bem, que era no fundo: qual era a questão, como se diz em francês, que me perseguia. Durante muito tempo acreditei que eu era perseguido por um tipo de análise dos saberes e dos conhecimentos tais como eles podem existir em uma sociedade como a nossa: o que se sabe acerca da loucura, acerca da doença, o que se sabe do mundo, da vida? Ora, creio que esse não era meu problema. Meu verdadeiro problema é aquele que é, aliás, um problema atualmente de todo mundo, o do poder. Eu creio que é preciso se voltar ao que acontecia naquele momento, digamos, em 1955, pois foi por volta de 1955 que eu comecei a trabalhar. No fundo, havia duas grandes heranças históricas no século 20 que não haviam sido assimiladas, e para as quais não tínhamos instrumentos de análise. Estas duas heranças negras eram o fascismo e o stalinismo. Com efeito, o século 19 tinha encontrado como grande problema, o da miséria, o da exploração econômica, o da formação de uma riqueza, a do capital, a partir da miséria daqueles mesmos que a produziam.(CONTINUA…)

Para ler online a entrevista completa, ou baixá-la – CLIQUE AQUI!

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“O poder, um animal magnífico” Entrevista Michel Foucault

O Poder, um magnífico animal*

Entrevista Michel Foucault

 [Entrevistador] – Como o senhor preparou seu primeiro livro? A partir de quais experiências?

 [Foucault] – Eu me formei filosoficamente numa atmosfera que era a da fenomenologia e a do existencialismo. Quer dizer, formas de reflexão que estavam ligadas, imediatamente às experiências vividas, eram alimentadas e nutridas por elas. E era no fundo, a elucidação desta experiência vivida o que constituía a filosofia, o discurso filosófico. Ora, sem que eu saiba ainda muito bem por que, se produziu naqueles anos, os anos 50, 60, 70, uma mudança apesar de tudo importante na reflexão teórica, tal como se desenvolvia na França, em particular: uma importância cada vez maior ligada à experiência imediata, vivida, íntima dos indivíduos. Em troca, uma importância crescente dada à relação das coisas entre si, em culturas diferentes das nossas, aos fenômenos históricos, aos fenômenos econômicos. Vejam como Lévi-Strauss foi importante, pelo menos na cultura francesa. Ora, se alguém está longe da experiência vivida, é justamente Lévi-Strauss, cujo objeto era precisamente a cultura o mais estranha possível da nossa. O mesmo com a importância da psicanálise, sobretudo a de tipo lacaniano, na França, que começou nessa mesma época. A que ela se deveu, senão justamente ao fato de que, nesta psicanálise, não era a experiência vivida que importava, não era isso que se tinha que elucidar, mas as estruturas do inconsciente, não da consciência. Então, eu me interessei por razões pessoais, biográficas, por este problema da loucura, e também eu não fiquei tentado em buscar elucidar no interior de minha consciência qual poderia ser a relação que eu tinha com a loucura ou com minha loucura, mas, pelo contrário, eu me apaixonei pelo problema do estatuto histórico, social, político da loucura em uma sociedade como a nossa. E isso de tal modo que fui imediatamente conduzido a utilizar o material histórico e, em vez de fazer introspecção, análise de mim mesmo, a análise de minha experiência vivida, me lancei de corpo e alma na poeira dos arquivos, tentei encontrar documentos, textos, testemunhos concernentes ao status da loucura.

[Entrevistador] – O senhor fala deste status da loucura no plano político, social, histórico. Como o senhor o percorreu na trajetória de sua pesquisa?

[Foucault] – A loucura foi cada vez mais medicalizada através de toda a história do Ocidente. Na Idade Média, certamente, se considerava certos indivíduos doentes do espírito ou da cabeça ou do cérebro. Mas era algo absolutamente excepcional. Em geral, o louco, o desviante, o irregular, o que não se comportava ou não falava como todo mundo, não era percebido como um doente. Foi aos poucos que se começou a ligar à medicina o fenômeno da loucura, a considerar que a loucura era uma forma de doença, no limite, que todo indivíduo, mesmo normal, era talvez doente na medida em que poderia ser louco. Essa medicalização é na realidade, um aspecto de um fenômeno mais amplo que é a medicalização geral da existência. Eu diria, muito esquematicamente, que o grande problema das sociedades ocidentais desde a Idade Média até o século 18 tem sido o direito, a lei, a legitimidade, a legalidade, e que com muito custo se conquistou uma sociedade de direito, o direito dos indivíduos, após todas as lutas políticas que sacudiram a Europa até o século 19; e justamente no momento em que se acreditava ou que os revolucionários franceses acreditavam ter atingido uma sociedade de direito, eis que algo ocorreu que eu justamente tento analisar, algo que fez com que entrássemos na sociedade da norma, da saúde, da medicina, da normalização que é nosso modo essencial de funcionamento agora. Veja o que se passa atualmente na justiça penal da maioria dos países europeus. Quando se precisa lidar com um criminoso, a questão é logo saber se ele não é louco, quais são os motivos psicológicos que o levaram a cometer seu crime, os problemas que teve na infância, as perturbações de seu meio familiar… Psicologiza-se também as coisas; psicologizá-las quer dizer medicalizá-las.

[Entrevistador] – O senhor fala da medicalização, não somente da loucura.

[Foucault] – Sim, e dos indivíduos em geral, da existência em geral. Veja, por exemplo…

(Continua…)

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Quando Nietzsche chorou | Filme e livro

O filme de 2007, dirigido por Pinchas Perry, baseia-se no livro de Irvin D. Yalom. A história é sobre um encontro fictício entre o filósofo Friedrich Nietzsche e o médico Josef Breuer, professor de Sigmund Freud, num momento em que ambos encontravam-se em dificuldades: Nietzche apresentava tendências suicidas e ainda não era conhecido (o ano provável é 1882, quando Assim Falou Zaratustra ainda não tinha sido escrito) e costumava escrever que era um “filósofo póstumo”, e que seus alunos ainda não haviam nascido, enquanto Breuer estava passando em crise por ter se envolvido com uma de suas pacientes, Bertha Pappenheim. Lou Andreas-Salomé (por quem Nietzsche era apaixonado) procura dr. Breuer para que ele trate do famoso filósofo utilizando sua nova e controversa técnica de “terapia da fala”.

Para convencer Nietzsche a permanecer em Viena, dr. Breuer inventa uma tática engenhosa: diz que vai tratar a parte física de Nietzsche, que sofria de enxaquecas terríveis, enquanto este o ajudaria a entender seus próprios problemas através da filosofia. Ambos passam, então, a encontrar-se todos os dias… Trata-se de um conto fictício, embora trabalhe com personagens e circunstâncias reais.

Livros:

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Filme:

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A interpretação dos sonhos de Sigmund Freud | Livro e documentário

O livro marcou a virada entre os séculos XIX e XX, e foi um dos mais importantes estudos psicanalíticos de Freud. Algumas de suas ideias inéditas sobre os sonhos — “caminho para o conhecimento do inconsciente” — são apresentadas nesta obra. 

 

Os sonhos já eram objeto de estudo desde a Antiguidade, no entanto, a pesquisa psicanalítica inovou ao investigar as relações entre conteúdo manifesto e pensamentos oníricos latentes. Sigmund Freud começou a analisar os sonhos no final do século XIX, mais tarde, declarou que havia descoberto uma nova porta para o inconsciente, defendendo o trabalho com sonhos como sendo um dos “alicerces mais seguros da psicanálise”… A observações realizadas por Freud neste livro abalaram uma visão centrada na consciência criando uma nova teoria sobre a natureza humana baseada no desejo inconsciente.

Para aqueles que queiram conhecer melhor a obra, segue abaixo o livro para download e o documentário online.

Livro:

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Documentário:

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O verdadeiro sexo | Por Michel Foucault

O Verdadeiro Sexo | Por Michel Foucault *

Precisamos verdadeiramente de um verdadeiro sexo? Com uma constância que chega às raias da teimosia, as sociedades do ocidente moderno responderam   afirmativamente a essa pergunta. Situavam obstinadamente essa questão do “verdadeiro sexo” numa ordem de coisas onde se podia imaginar que só contam a realidade dos corpos e a intensidade dos prazeres.

Contudo, por muito tempo, tais exigências não existiram. Prova disso é a história do estatuto que a medicina e a justiça concederam aos hermafroditas. Muitos séculos se passaram até que se postulasse que um hermafrodita deveria ter um único e verdadeiro sexo. Durante séculos, admitiu-se simplesmente que ele tivesse os dois. Monstruosidade que suscitava espanto e acarretava suplícios? Na realidade, as coisas foram bem mais complicadas. Temos, é verdade, diversos testemunhos de condenações à morte, tanto na antigüidade quanto na Idade Média. Mas temos também uma abundante jurisprudência de tipo totalmente diverso. Na Idade Média, as regras do direito – canônico e civil – eram bastante claras a esse respeito: eram chamados de hermafroditas aqueles em quem se justapunham, segundo proporções que podiam ser variáveis, os dois sexos. Nesse caso era papel do pai ou do padrinho (os que “nomeavam” a criança) fixar, no momento do batismo, o sexo que deveria ser mantido. Se fosse o caso, aconselhava-se escolher dentre os dois sexos o que parecesse dominar, o que tivesse “maior vigor” ou “maior calor “. Mais tarde, entretanto, no início da idade adulta, quando chegasse o momento de se casar, o hermafrodita era livre para decidir se desejava ser sempre do sexo que se lhe havia atribuído, ou se preferia o outro. O único imperativo era que, uma vez escolhido seu sexo, ele não mais o poderia trocar, e o que havia então declarado deveria ser mantido até o fim de sua vida, sob pena de ser considerado sodomita. Eram essas mudanças de opção e não a mistura anatômica dos sexos que engendravam a maior parte das condenações dos hermafroditas de que se tem notícias na França, na Idade Média e no Renascimento.

As teorias biológicas da sexualidade, as concepções jurídicas do indivíduo, as formas de controle administrativo nos Estados Modernos, acarretaram pouco a pouco a recusa da idéia de mistura dos dois sexos em um só corpo e conseqüentemente à restrição da livre escolha dos indivíduos incertos . A partir de então, um só sexo para cada um. A cada um sua identidade sexual primeira , profunda , determinada   e   determinante;   quanto   aos   elementos   do outro sexo que possam eventualmente aparecer, eles são apenas acidentais , superficiais , ou   mesmo   simplesmente ilusórios. Do ponto de vista médico, isto quer dizer que não se trata mais de reconhecer no hermafrodita   a presença dos dois sexos justapostos   ou misturados , nem de saber qual dos dois prevalece; trata-se, antes, de decifrar qual o verdadeiro sexo que se esconde sob aparências confusas; o médico terá que de certo modo despir as anatomias enganadoras, e reencontrar por detrás dos órgãos que podem ter encoberto as formas do sexo oposto , o único sexo verdadeiro. Para os que sabem olhar e examinar , as misturas de sexo são apenas disfarces da natureza: os hermafroditas são sempre “pseudo-hermafroditas”. Ao menos, foi essa a tese que se impôs no século XVIII, através de um certo número de acontecimentos importantes e apaixonadamente discutidos.

Do ponto de vista do direito, isso implica evidentemente o desaparecimento da livre escolha. Não cabe mais ar indivíduo decidir o sexo a que deseja pertencer jurídica ou socialmente; cabe ao perito dizer que sexo a natureza escolheu , e que conseqüentemente a sociedade exigirá que ele mantenha. A justiça, se for necessário apelar a ela (quando por exemplo suspeita-se que alguém não esteja vivendo sob o seu verdadeiro sexo e tenha se casado abusivamente), terá que estabelecer ou restabelecer a legitimidade de uma natureza que não tenha sido suficientemente reconhecido. Mas se a natureza, por suas fantasias ou acidentes, pode “enganar” o observador e esconder durante algum tempo o verdadeiro sexo, pode-se também suspeitar que os indivíduos dissimulam a consciência profunda de seu verdadeiro sexo e se aproveitam de certas estranhezas anatômicas a fim de servir-se de seu próprio corpo como se ele fosse de um outro sexo. Em suma, as fantasmagorias da natureza podem servir aos abusos da libertinagem. Daí o interesse moral do diagnóstico médico do verdadeiro sexo… (Continua..)

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Slavoj Zizek – O guia pervertido da ideologia | Documentário

Slavoj Zizek é um filósofo e sociólogo esloveno. No documentário Guia Pervertido da Ideologia (The Pervert’s Guide to Ideology, Sophie Fiennes, 2012), Zizek é o protagonista da produção e também assina seu roteiro.

O documentário procura analisar cenas e enredos de filmes, discutindo as formas e mecanismos de propagação ideológica. A ideologia vigente é a do consumismo, do capitalismo exacerbado, capaz de destruir o próprio planeta a fim de manter o fluxo de capitais e a aquisição de lucro. Entretanto, revela-se o paradoxo: somos livres para consumir, ou será que nossa liberdade de fato serve ao interesse do capital, o que faz com que esta liberdade não passe de ilusão criada e mantida pelo capital para que continuemos sendo escravos de uma ideologia, sem que a questionemos, sem que percebamos sua ação?

Para ver o documentário – CLIQUE AQUI!

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Inteligência e intuição | Por Henri Bergson

Inteligência e intuição | Por Henri Bergson

” Instinto é comunhão. Se essa comunhão pudesse entender seu objeto e também refletir sobre si mesma, ela nos daria a chave das operações vitais – assim como a inteligência, desenvolvida e reformada, nos introduz na matéria. Porque, nunca será demais repetir, a inteligência e o instinto estão voltados a dois sentidos opostos: a inteligência, no sentido da matéria inerte; o instinto, no sentido da vida. A inteligência, por intermédio da ciência que é sua obra, acabará por nos revelar paulatinamente o segredo das operações físicas; da vida ela não nos dá. nem aliás pretende dar, senão uma tradução em termos de inércia. Ela gira em volta, tomando, de fora, o maior número possível de ângulos desse objeto que ela atrai para si, em vez de entrar nele. Mas, o próprio interior da vida é que nos conduziria a intuição, quero dizer, o instinto que se tornou desprendido, consciente de si mesmo, capaz se refletir seu objeto e de o ampliar infinitamente.

Um esforço desse gênero não é possível, como o demonstra a existência, no homem, de uma faculdade estética ao lado da percepção normal. Nosso olho percebe traços do ser vivo, mas justapostos uns aos outros e não organizados entre si. A intenção da vida, o movimento simples que ocorre através das linhas, que as liga uma às outras e lhes dá uma significação, escapa-lhe. Essa intenção é que o artista visa captar, colocando-se no interior do objeto por uma espécie de comunhão, abaixando, por um esforço de intuição, a barreira que o espaço interpõe entre ele e o modelo. É verdade que essa intuição estética, como de resto a percepção exterior, só atinge o individual. Mas pode conceber-se uma pesquisa orientada no mesmo sentido que a arte e que assumiria por objeto a vida em geral, assim como a ciência física, acompanhando até o extremo a direção assinalada pela percepção exterior, estende eme leis gerais os fatos individuais. Sem dúvida, essa filosofia jamais obterá de seu objeto um conhecimento comparável ao que a ciência tem do seu. A inteligência continua o núcleo luminoso em torno do qual o instinto, mesmo ampliado e aprimorado como intuição, constitui apenas uma vaga nebulosidade. Mas, na falta de conhecimento propriamente dito, reservado à pura inteligência, a intuição poderá fazer-nos captar o que os dados da inteligência têm no caso de insuficiente e deixar-nos entrever o meio de os completar. Por um lado, de fato, ele utilizará o mecanismo mesmo da inteligência para mostrar como os esquemas intelectuais não encontram mais aqui sua exata aplicação, e, por outro, por seu trabalho próprio, ela nos irá sugerir pelo menos o sentimento vago do que é preciso pôr em lugar dos esquemas intelectuais. Desse modo, ela poderá levar a inteligência a reconhecer que a vida não entra completamente nem nas categorias do múltiplo nem na do uno, que nem a causalidade mecânica nem a finalidade dão do processo vital uma tradução suficiente. Depois, pela comunicação comungante que ela estabelecerá entre nós e o restante dos seres vivos, pela dilatação  que obterá de nossa consciência, ela nos introduzirá no domínio próprio da vida, que é interpenetração recíproca, criação infinitamente continuada. Mas se, com isso, ela ultrapassa a inteligência, da inteligência terá vindo o arranco que a terá feito subir ao ponto em que ela se encontra. Sem a inteligência, ela teria permanecido, sob forma de instinto, cravada ao objeto especial que a interessa na prática, e exteriorizada por ele em movimentos de locomoção.

(…) Por um lado, de fato, se a inteligência afina com a matéria e a intuição com a vida, será preciso espremer uma e outra para extrair delas a quintessência de seu objeto; a metafísica dependerá pois da teoria do conhecimento. Mas, por outro lado, se a consciência está assim cindida em intuição e inteligência, se dá pela necessidade de se aplicar à matéria ao mesmo tempo que acompanhar a corrente da vida. O desdobramento da consciência decorrerá assim da dupla forma do real, e a teoria do conhecimento deveria depender da metafísica. Na verdade, cada uma dessas procuras conduz à outra; elas fazem um círculo, e o círculo só pode ter por centro o estudo empírico da evolução. Somente observando a consciência correr através da matéria, nela se perder e se reencontrar, dividir-se e reconstituir-se, só assim formaremos uma ideia da oposição dos dois termos entre si, como talvez, também, de sua origem comum. Mas, por outro lado, com apoio nessa oposição dos dois elementos e nessa comunidade de origem, destacaremos sem dúvida mas claramente o sentido da própria evolução.”

BERGSON, Henri. A evolução criadora. Cartas conferências e outros escritos. São Paulo: Abril Cultural, 1979. p. 200 – 202. Coleção “Os Pensadores”

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O Século do Ego/Parte 3: Há um policial dentro de nossas cabeças. Ele deve ser destruído

A TEORIA DO INCONSCIENTE DE FREUD TRAZIDA PARA O CERNE DO MUNDO DA PROPAGANDA E DO MARKETING. O SÉCULO DO EGO (2002) É UMA SÉRIE DE DOCUMENTÁRIOS PRODUZIDA PELA BBC , COMPOSTA POR 4 EPISÓDIOS. A PROPOSTA É APONTAR COMO AS TEORIAS DE FREUD FORAM APLICADAS AO MERCADO E À POLÍTICA AO LONGO DAS ÚLTIMAS DÉCADAS, INFLUENCIANDO A MANEIRA COMO EMPRESAS E GOVERNOS PASSARAM A LIDAR COM AS “MASSAS”.

Parte 3: Há um policial dentro de nossas cabeças. Ele deve ser destruído.

Este episódio aborda a década de 1960 e os movimentos de contestação às teorias freudianas, principalmente sua aplicação massiva fundamentando estratégias de marketing. Para muitos o “eu interior” não precisava ser reprimido mas sim encorajado a se expressar… Muitos movimentos se dedicaram a pensar formas para combater a conformidade psicológica que havia sido incentivada/implantada por parte do mercado e da política nas décadas anteriores.

No entanto, as corporações norte-americanas logo perceberam que este novo “eu” não era uma ameaça… A “Geração do eu” seria sua maior oportunidade, pois era de seu interesse incentivar as pessoas a sentir que eram indivíduos únicos e, em seguida, vender-lhes maneiras de expressar as suas individualidades. Novamente, a teoria do inconsciente de Freud será aplicada, aprimorada e renovada para atender às novas/velhas demandas do mercado.

Para assistir O Século do Ego, Parte 1: Máquinas de felicidade, clique aqui!

Para assistir O Século do Ego, Parte 2: Engenharia do consentimento, clique aqui!

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Lacan, Freud e Jung | 62 livros em PDF para download

Lacan, Freud e Jung: bibliografia em português para download 


Atendendo a pedidos, este post é uma compilação de outros 3 posts, a proposta é reunir a obra destes 3 autores num lugar só, facilitando o acesso aos nossos leitores. Segue abaixo a lista de obras disponibilizadas de cada autor e, mais abaixo, o link para download dos livros em PDF:

Jacques Lacan, 23 obras:

Escritos, Nomes do pai, O Seminário ( livros 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 14, 15, 16, 17. 18, 19, 20 e 23) e O saber do psicanalista.

Para fazer o download do livros em PDF – CLIQUE AQUI!

Lacan-Documentário-OnlineAlém da bibliografia de  Jacques Lacan, para aqueles que queiram conhecer melhor a obra do autor, recomendamos o documentário “Encontro com Lacan”, que você pode ver clicando aqui.


Sigmund Freud, 28 livros:

A interpretação dos sonhos, Luto e Melancolia, O futuro de uma ilusão, O mal-estar na cultura, Obras Completas do volume 1 ao 23 em arquivos independentes e Obras Completas em volume único.

Para fazer o download do livros em PDF – CLIQUE AQUI!

Freud-e-a-interpretacao-dos-sonhosAlém da bibliografia de Sigmund Freud, para aqueles que queiram conhecer melhor a obra do autor, recomendamos o documentário “Análise de uma mente” que você pode ver, clicando aqui.


 Carl Jung, 11 livros:

A Energia Psíquica, A natureza da Psique, O desenvolvimento da personalidade, O homem e seus símbolos, O segredo da Flor de Ouro, Os arquétipos e o inconsciente coletivo, Psicologia do Inconsciente, Psicologia e Religião e  Um mito moderno sobre coisas vistas do céu.

Para fazer o download do livros em PDF – CLIQUE AQUI!

Jung-Livros-para-download-Farofa-FilosoficaAlém da bibliografia de Carl Jung, para aqueles que queiram conhecer melhor a obra do autor, recomendamos o post “Jung | Entrevistas”, que você pode ver clicando aqui.


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Carl Jung – 10 livros em PDF para download

10 livros de Carl Jung para download:

“Psicologia do Inconsciente”, “O desenvolvimento da personalidade”, “Os arquétipos e o inconsciente coletivo” entre outros títulos.


 

Carl Gustav Jung (1875 – 19610) psiquiatra e escritor suiço, rompeu com o mestre, Sigmund Freud, em 1913. Discordava da excessiva importância que Freud dava aos aspectos sexuais em sua análise do comportamento humano. Introduziu o conceito de inconsciente coletivo, conjunto de experiências da humanidade acumuladas no curso do tempo, que se manifestam em um número reduzido de imagens e arquétipos. Propôs uma tipologia de formas psíquicas da personalidade, baseada na introversão e na extroversão. Entre suas obras destacam-se Psicologia do inconsciente (1942) e Desenvolvimento da personalidade (1967).

Para aqueles que queiram conhecer melhor o autor, segue, abaixo, a lista de livros do autor disponíveis em PDF. E, mais abaixo, o link (em vermelho) para download dos livros:

A Energia Psíquica – CLIQUE AQUI!
A Natureza da psique – CLIQUE AQUI!
A interpretação preliminar do dogma da trindade – CLIQUE AQUI!
O desenvolvimento da personalidade – CLIQUE AQUI!
O homem e seus símbolos – CLIQUE AQUI!
O segredo da Flor de Ouro – CLIQUE AQUI!
Os arquétipos e o inconsciente coletivo – CLIQUE AQUI!
Psicologia do Inconsciente – CLIQUE AQUI!
Psicologia e alquimia – CLIQUE AQUI!
Psicologia e religião – CLIQUE AQUI!
Um mito moderno sobre coisas vistas do céu – CLIQUE AQUI!

Carl-Gustav-Jung-EntrevistasPara aqueles que gostaram deste post indicamos também o post “Carl Jung: 2 entrevistas em vídeo”, para ver é só clicar aqui!

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A História da Psicanálise em 6 filmes e documentários

A ideia desta lista é destacar eventos importantes para a História da Psicanálise por meio de alguns filmes e documentários. Uma tentativa de elencar certos acontecimentos, teorias e autores numa perspectiva (mais ou menos) temporal e/ou histórica, desde os primeiros passos do médico Josef Breuer, professor de Freud, em seu método de “cura pela fala”, passando por Freud, Jung, Sabina Spielrein e Nise da Silveira até os caminhos e descaminhos da Psicanálise em seu viés acadêmico (Encontro com Lacan) e mercadológico (O século do ego).

Assim, separamos 3 filmes, 3 documentários e 2 indicações para essa missão. Confira:

1. Quando Nietzsche chorou

quando-nietzsche-chorou-filmeO filme é baseado no romance de Irvin Yalom e conta a história de um encontro fictício entre o filósofo alemão Friedrich Nietzsche e o médico Josef Breuer, professor de Sigmund Freud. Ainda que se trate de uma ficção, grande parte das personagens e eventos retratados no filme de fato existiram, como é o caso do médico Josef Breuer, um dos pioneiros no método de “cura pela fala” ou “terapia através da fala”, e das personagens Bertha e “Ziggy”.

Joseph Breuer realmente foi professor de Freud (retratado no filme como “Ziggy“) e a relação com Bertha também aconteceu, inclusive, dessa experiência ( registrada na ficha médica como “Anna O”) Breuer concluiu que os sintomas neuróticos resultam de processos inconscientes e desaparecem quando esses processos se tornam conscientes, denominando esse processo como “catarse”. Em 1893, Freud e Breuer  publicaram em conjunto um artigo sobre o método desenvolvido, e dois anos depois publicaram um dos livros que marcariam o início da teoria psicanalítica, Studien über Hysterie (“Estudos sobre a histeria”).

Para assistir ao filme “Quando Nietzsche chorou” – CLIQUE AQUI!

2. Um método perigoso

um-metodo-perigoso-filme

No filme o jovem psicanalista Carl Jung começa um tratamento inovador na histérica Sabina Spielrein, sob influência de seu mestre e futuro colega, Sigmund Freud. Neste filme destacamos as várias fases da relação entre Freud e Jung, que inicia-se a partir de uma forte e recíproca amizade, passa por inúmeras discordâncias e culmina num afastamento ressentido. 

Outro destaque importante é a personagem Sabina Spielrein que de fato existiu e, como relatado no filme, foi paciente de Carl Jung. Mais tarde, após seu tratamento formou-se em medicina e tornou-se uma das primeiras mulheres psicanalistas do mundo.

Para assistir ao filme “Um método perigoso” – CLIQUE AQUI!

*Destacamos aqui uma de nossas indicações mencionadas acima, trata-se da entrevista de Carl Jung à BBC em 1959, uma ótima oportunidade para ouvir o próprio Jung falar sobre alguns temas abordados pelo filme, inclusive, sobre sua relação com Freud. O link para esta entrevista está no final desta lista.


3. Freud | Análise de uma mente

Sigmund Freud

O documentário é um ótimo recorte biográfico para aqueles que queiram conhecer melhor o pensamento e a obra de Freud além, de ser uma boa oportunidade para acompanhar os primeiros passos da Psicanálise. Neste documentário, vale destacar os “encontros” na vida de Freud que, mais tarde, se mostrariam fundamentais para a formulação de seus conceitos mais elementares como, por exemplo,  o trabalho com o médico francês Jean-Martim Charcot, psiquiatra que estudava a histeria e com quem Freud conheceria a hipnose e seus usos.

O documentário também destaca o trabalho de Freud para “elevar” a Psicologia e a Psicanálise à condição de ciência, sua difícil relação com a sociedade vienense na condição de judeu e sua relação com Carl Jung desde os primeiros contatos até o completo afastamento e rivalidade.

Para assistir ao documentário “Freud | Análise de uma mente” – CLIQUE AQUI!

4. Nise | O coração da loucura

nise-o-coracao-da-loucura-filmeA psiquiatra Nise da Silveira trabalha num hospital psiquiátrico no subúrbio do Rio de Janeiro e se recusa a empregar o eletrochoque e a lobotomia no tratamento dos esquizofrênicos. Isolada pelos médicos, ela assume o abandonado Setor de Terapia Ocupacional e começa a desenvolver  com estes paciente um tratamento psiquiátrico, mais humano, mediado pela arte.

O filme retrata um momento da vida da psiquiatra Nise da Silveira, pioneira da terapia ocupacional no Brasil, no entanto, ilustra os primeiros passos da psicanálise no país em contraposição a um ambiente ainda marcado pelo uso frequente de lobotomias e eletrochoques. Neste sentido, destaca-se no filme o momento em que, numa discussão acirrada com um colega médico defensor da técnica da lobotomia, Nise diz: “O meu instrumento é o pincel. O seu é o picador de gelo”, numa alusão ao instrumento usado nos primórdios da lobotomia, esta cena é uma boa metáfora para o modelo de tratamento psiquiátrico no Brasil naquela época.

Para baixar o filme “Nise | O coração da loucura” – CLIQUE AQUI!

*A segunda indicação, conforme mencionamos na introdução, é o documentário Holocausto Brasileiro, trata-se de uma boa oportunidade para conhecer melhor o “tratamento psiquiátrico” dispensado aos internos de um dos maiores hospitais psiquiátricos do Brasil (hoje desativado). O link para este documentário está no final desta lista.


5. O século do Ego

1Trata-se de uma série de documentários da BBC com 4 episódios. Os documentários procuram analisar a maneira como, ao longo das últimas décadas, as teorias do inconsciente de Freud foram sendo apropriadas pelo marketing e pela propaganda e passaram a ser aplicadas ao mercado e à política influenciando a maneira como governos e empresas passaram a lidar com as “massas”.

Para assistir à série de documentários “O século do ego” – CLIQUE AQUI!


6. Encontro com Lacan
Jacques Lacan - Um encontro com Lacan/Documentário
Jacques Lacan – Um encontro com Lacan/Documentário

Enquanto criava e desenvolvia as bases teóricas e práticas da psicanálise, Sigmund Freud (1856-1939) se correspondia e participava de encontros com colegas e discípulos. O grupo promoveu congressos regulares a partir de 1908 e formou a Associação Psicanalítica Internacional. Das ramificações desse núcleo surgiram as gerações posteriores de psicanalistas, uma delas tem como principal representante o médico francês Jacques Lacan (1901-1981).

Lacan procurou articular a psicanálise a diferentes campos do saber, como arte, literatura, ciência e filosofia, sendo apontado como um importante representante da psicanálise do século XX e um dos seus principais representantes.

Para assistir ao documentário “Encontro com Lacan” – CLIQUE AQUI!

*Indicações:

CARL JUNG: entrevistas

jung-carl-gustavJung fala sobre diversos assuntos, incluindo sua relação com Freud, destacando o início da amizade entre os dois e os motivos pelos quais aquela amizade, do seu ponto de vista, jamais poderia durar…

Para assistir à entrevista – CLIQUE AQUI!

Holocausto Brasileiro

holocausto-brasilieiroO documentário aborda o período de funcionamento do Hospital Colônia de Barbacena e o “tratamento psiquiátrico” oferecido aos seus pacientes, retratando as bases do modelo de tratamento psiquiátrico que vigorou no Brasil durante muitas décadas.

Para assistir ao documentário – CLIQUE AQUI!

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Jacques Lacan | 23 obras para download

O médico e psicanalista Jacques Lacan (1901 – 1981) procurou abordar as teorias de Freud com base na perspectiva dos descobrimentos e avanços da linguística e da antropologia estrutural. Para ele, o centro do ser humano não está na consciência, e sim no inconsciente. Propõe que missão da “ciência do inconsciente”, da psicanálise é analisar seu objeto como linguagem, isto é, como linguística estrutural.

Para ele, a pretensão cartesiana de fazer coincidir o sujeito e sua reflexão não pode ser mantida. O sujeito  não se identifica com a consciência. O que o determina não se encontra naquilo que ele pensa. A fórmula que melhor condensa essa atitude é a que Lacan propõe, invertendo o cogito cartesiano: “Penso onde não sou, logo sou onde não penso”. O sujeito é a ocasião de um conflito, é o espaço onde se desenvolve a cisão.


Segue abaixo a lista de livros do autor disponíveis em PDF. E, mais abaixo o link (em vermelho) para download dos títulos:

Escritos – CLIQUE AQUI!
Nomes do pai – CLIQUE AQUI!
O seminário. Os escritos técnicos de Freud (1953-54) – CLIQUE AQUI!
O seminário. O eu na teoria de Freud e na técnica da psicanálise (1954-55) – CLIQUE AQUI!
O seminário. As psicoses (1955-56) – CLIQUE AQUI!
 O seminário. A relação de objeto (1956-57) – CLIQUE AQUI! 
O seminário. As formações do inconsciente (1957-58) – CLIQUE AQUI! 
O seminário. A ética da psicanálise (1959-60) – CLIQUE AQUI!
O seminário. A transferência (1960-61) – CLIQUE AQUI! 
O seminário. A angústia (1962-63) – CLIQUE AQUI! 
O seminário. Os quatro conceitos fundamentais da psicanálise (1964) – CLIQUE AQUI!
 O seminário. O ato psicanalítico (1967-68) – CLIQUE AQUI! 
O seminário. De um Outro ao outro (1968-69) – CLIQUE AQUI! 
O seminário. O avesso da psicanálise (1969-70) – CLIQUE AQUI!
O seminário. De um discurso que não fosse semblante (1971) – CLIQUE AQUI! 
O seminário. …ou pior (1971-72) – CLIQUE AQUI!
O seminário. Mais, ainda (1972-73) – CLIQUE AQUI! 
O seminário. O sinthoma (1975-76) – CLIQUE AQUI! 
O seminário. A identificação (1961-62) – CLIQUE AQUI! 
O seminário. A lógica do fantasma (1966-67) – CLIQUE AQUI! 
O seminário. O desejo e sua interpretação (1958-59) – CLIQUE AQUI! 
O seminário. O saber do psicanalista (1971-72) – CLIQUE AQUI!
O seminário. Problemas cruciais para a psicanálise (1964-65) – CLIQUE AQUI!

Lacan-Documentário-OnlinePara aqueles que gostaram deste post, indicamos o documentário Encontro com Lacan, para ver clique aqui!

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Holocausto Brasileiro | Documentário

O documentário é um registro sobre os horrores do “hospital psiquiátrico” Colônia de Barbacena, em Minas Gerais. O estabelecimento funcionou por 80 anos e, durante esse período, em suas dependências morreram 60 mil pessoas, ou seja, uma média de 750 pessoas mortas por ano!

A produção é uma adaptação do livro homônimo escrito por Daniela Arbex, trata-se de um retrato aprofundado e contundente sobre os eventos que ficaram conhecidos como Holocausto Brasileiro. No “hospital psiquiátrico” de Barbacena os pacientes foram submetidos ao frio, à fome e a uma infinidade de doenças, por 8 décadas… Foram torturados, violentados e mortos. Seus cadáveres foram vendidos para faculdades de medicina, e as ossadas comercializadas. Há registros de pelo menos 1.800 corpos vendidos para faculdades de medicina como “peças anatômicas”. E, tudo isso de forma institucionalizada…

Tratavam-se de pessoas que estavam ali porque alguém as tinha declarado “loucas”. No entanto, em muitos casos,  tratavam-se de moradores de rua, andarilhos, epilépticos, alcóolatras, homossexuais, prostitutas, meninas grávidas de seus patrões, moças que perderam a virgindade antes do casamento, crianças rejeitadas pelos pais por não serem perfeitas… Enfim, pessoas que não se encaixavam numa dita “normalidade” e, que precisavam ser “escondidas” da sociedade por algum motivo…

O fato é que no “hospital psiquiátrico” cerca de 60 mil pessoas morreram durante os 80 anos de funcionamento do hospital, ou seja, uma média de 750 pessoas mortas por ano! O documentário procura fazer um inventário sobre o ocorrido trazendo entrevistas com ex-internos, ex-funcionários, fotógrafos e jornalistas. Além de resgatar passagens históricas  raras e contudentes.

Para aqueles que queiram se aprofundar no assunto indicamos também o documentário “Em nome da razão” de 1979 do cineasta Helvécio Ratton. O documentário de 23 minutos é filmado quase que totalmente nas dependências do hospital, o texto narrado em off propõe uma reflexão sobre a função social do manicômio, a quem serve um hospital psiquiátrico nesses moldes, quem são as pessoas enviadas para lá e qual o processo de ‘cura’ proposta. Para assistir ao documentário “Em nome da razão” CLIQUE AQUI!

A-historia-da-Psicanalise-em-6-filmes-Farofa-FilosoficaPara aqueles que gostaram deste post, indicamos também o post “A História daPsicanálise em 6 filmes e documentários”, para ver é só clicar aqui!

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Sigmund Freud: 28 livros em PDF, para download

As ideias de Freud (1856 – 1939) influenciaram e influenciam toda a cultura do mundo contemporâneo. No início, porém, elas causaram forte impacto, sobretudo pela reformulação radical na imagem do sujeito. O conjunto da obra freudiana pode ser considerado uma crítica profunda a um dos conceitos-chave do pensamento moderno: o de consciência. Desde o começo, Freud promoveu uma reformulação radical da imagem do sujeito ou do “eu”, característica da filosofia ocidental, reformulação que aprofundou ao desenvolver seu pensamento. Para Freud, o inconsciente não deve ser considerado uma espécie de “depósito” das lembranças incômodas ou conflituosas, e sim como um mecanismo de “defesa” da psique humana.

Segue a lista das obras que estão disponíveis para download, abaixo da lista encontra-se o link para download (em vermelho):

A interpretação dos sonhos – CLIQUE AQUI!
Luto e melancolia – CLIQUE AQUI!
O futuro de uma ilusão – CLIQUE AQUI!
O Mal-Estar na Cultura – CLIQUE AQUI!
 Obras Completas Volume Único – CLIQUE AQUI!

Downloads via LeLivros

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Michel Foucault | 26 livros em PDF para download – Livros, ensaios, artigos, conferências e cursos.

Michel Foucault: 26 obras para download.

Livros, ensaios, artigos, conferências e cursos.


Michel Foucault (1926 – 1984) procurou descobrir as estruturas subjacentes que determinam o modo de perceber ou pensar os objetos que aparecem na história de forma descontínua (cortes epistemológicos). As investigações que realizou sobre a arqueologia do saber e sobre a ordem do discurso constituem a base de seu pensamento filosófico. Para Foucault nenhum saber é neutro, como não são neutros os discursos que os geram, expressam e articulam. A aparente neutralidade dos discursos e dos saberes funciona como uma capa que esconde o real objetivo deles: o jogo do poder. A produção dos saberes, assim, inscreve-se no campo político e é estratégia para o controle social, principalmente, por parte das instituições.

Embora muitas vezes seja citado como um pós-estruturalista e pós-modernista, Foucault acabou rejeitando esses rótulos, preferindo classificar seu pensamento como uma história crítica da modernidade. Sua obra foi e, ainda é, muito influente em diversas áreas: sociologia, filosofia, psicologia, etc.

Segue a lista dos livros que estão disponíveis em PDF, abaixo da lista encontra-se o link para download (em vermelho):

A arqueologia do saber (1969) – CLIQUE AQUI!
A coragem da verdade (1984 – último curso ministrado por Foucault) – CLIQUE AQUI!
A hermenêutica do sujeito (1981-1982) – CLIQUE AQUI!
A história da loucura na idade clássica (1961 – ensaio) – CLIQUE AQUI!
A ordem do discurso (1970) – CLIQUE AQUI!
A verdade e as formas jurídicas ( 1996 – conjunto de conferências realizadas em 1973) – CLIQUE AQUI!
As palavras e as coisas (1966) – CLIQUE AQUI!
Ditos e escritos III (2006) – CLIQUE AQUI!
Ditos e escritos IV (2006) – CLIQUE AQUI!
Ditos e escritos V (2006) – CLIQUE AQUI!
Do governo dos vivos (1979-1980) – CLIQUE AQUI!
Em defesa da sociedade (1975-1976) – CLIQUE AQUI!
Eu, Pierre Rivière, degolei minha mãe, minha irmã e meu irmão (1973) – CLIQUE AQUI!
Históra da Loucura na Idade Média – CLIQUE AQUI!
História da sexualidade I (1976) – CLIQUE AQUI!
História da sexualidade II – CLIQUE AQUI!
História da sexualidade III – CLIQUE AQUI!
Isso não é um cachimbo (1973) – CLIQUE AQUI!
Microfísica do poder (1979) – CLIQUE AQUI!
Nascimento da biopolítica (1978-1979) – CLIQUE AQUI!
Nietzsche, Freud e Marx – CLIQUE AQUI!
O corpo utópico, as heterotopias – CLIQUE AQUI!
O governo de si e dos outros (1983) – CLIQUE AQUI!
O nascimento da clínica (1963) – CLIQUE AQUI!
Os anormais (1974-1975) – CLIQUE AQUI!
Segurança, território, população (1977-1978) – CLIQUE AQUI!
Vigiar e punir – Nascimento da prisão – CLIQUE AQUI!

 


debate-foucault-x-chomsky

Para aqueles que queiram conhecer ainda mais a obra e o pensamento de Foucault, indicamos o post “Debate Foucault x Chomsky: existe alguma coisa que seja inata à natureza humana?” Para ver, clique aqui!

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Carl Gustav Jung | Entrevistas

Carl Gustav Jung (1875 – 19610) psiquiatra e escritor, rompeu com o mestre, Sigmund Freud, em 1913. Discordava da excessiva importância que Freud dava aos aspectos sexuais em sua análise do comportamento humano. Introduziu o conceito de inconsciente coletivo, conjunto de experiências da humanidade acumuladas no curso do tempo, que se manifestam em um número reduzido de imagens e arquétipos. Propôs uma tipologia de formas psíquicas da personalidade, baseada na introversão e na extroversão. Entre suas obras destacam-se Psicologia do inconsciente (1942) e Desenvolvimento da personalidade (1967).

Para aqueles que queiram conhecer melhor o autor, trazemos duas entrevistas:

Face to face / BBC / Outubro de 1959

Trata-se de uma entrevista realizada por Jonh Freeman na residência de Jung, na cidade de Zurique, Suíça, em outubro de 1959. A entrevista acontece num tom um tanto intimista e Jung fala sobre diversos assuntos, incluindo sua relação com Freud, destacando o início da amizade entre os dois e os motivos pelos quais aquela amizade, do seu ponto de vista, jamais poderia durar.

Produção: BBC | Ano: 1959 | Duração: 39 min.

 


Entrevista – Agosto de 1957

O vídeo tem duração de 1 hora e 17 minutos e é composto por trechos selecionados pelo Dr. Merril Berger da entrevista concedida por Carl Gustav Jung, entre os dias 5 e 8 de agosto de 1957, em Zurique, Suiça, ao Dr. Richard I. Evans, do Departamento de Psicologia da Universidade de Houston. Jung fala sobre sua parceria com Sigmund Freud, sobre os insights que teve ouvindo os sonhos dos seus pacientes, e sobre questões de sua própria vida.

 

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O Século do Ego / Parte 2: Engenharia do consentimento – Documentário

A teoria do inconsciente de Freud trazida para o cerne do mundo da propaganda e do marketing. O século do Ego (2002) é uma série de documentários produzida pela BBC , composta por 4 episódios. A proposta é apontar como as teorias de Freud foram aplicadas ao mercado e à política ao longo das últimas décadas, influenciando a maneira como empresas e governos passaram a lidar com as “massas”.


Parte 2: Engenharia do consentimento

O segundo episódio destaca a popularização e ascensão da Psicanálise nos EUA e o papel de Anna Freud como principal representante do legado deixado por Sigmund Freud. Neste momento – década de 1950 – o inconsciente era visto como uma perigosa ameaça, uma espécie de “território desconhecido” que precisava ser controlado e gerido “de cima”, nas palavras de Edward Bernays (sobrinho de Freud). Logo, líderes políticos e corporações passam a usar técnicas psicológicas para ler, criar e preencher os desejos do público, afim de tornar seus produtos (ou discursos) tão agradáveis quanto possível para seus consumidores/cidadãos, estimulando a formação de uma sociedade feita não de cidadãos e sim, de consumidores. Nas palavras de um importante banqueiro de Wall Street:

“Temos que mudar a América de uma cultura de necessidades para uma cultura de desejos. As pessoas devem ser treinadas a desejar, querer coisas novas, mesmo antes das antigas serem totalmente consumidas. […] Os desejos do Homem devem ofuscar suas necessidades”.

SE-1Para ver a Parte 1: “Máquinas da felicidade”  – CLIQUE AQUI!

Episódios 3: “Há um policial dentro de nossas cabeças. Ele precisa ser destruído.” –  CLIQUE AQUI!

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Freud: análise de uma mente | Documentário

O documentário Freud: análise de uma mente aborda vários aspectos importantes sobre a vida de Sigmund Freud, sua infância, suas relações familiares tanto como filho quanto como pai, passando pelos principais contatos e influências na formulação dos seus conceitos fundamentais, até sua fama mundial e morte.

Longe de ser um “sumário biográfico”, em apenas 50 minutos o documentário aborda os eventos mais marcantes sobre a vida de Sigmund Schlomo Freud (1856 – 1939) sua infância como “menino de ouro”, a escolha da profissão, suas experiências com a cocaína e o trabalho que fez para promover o uso da droga, seu longo noivado com Martha Bernays e sua longa abstinência sexual durante este período, etc.

No entanto, vale destacar certos “encontros” na vida de Freud que, mais tarde, se mostrariam fundamentais para a formulação de seus conceitos mais elementares como, por exemplo,  o trabalho com o médico francês Jean-Martim Charcot, psiquiatra que estudava a histeria e com quem Freud conheceria a hipnose e seus usos, além de ser apresentado a um novo tratamento para pacientes com histeria: o tratamento pela palavra.

O documentário também destaca o trabalho de Freud para “elevar” a Psicologia à condição de ciência, sua difícil relação com a sociedade vienense na condição de judeu e sua relação com Carl Jung desde os primeiros contatos até o completo afastamento e rivalidade.

Enfim, um ótimo recorte biográfico para aqueles que queiram conhecer melhor o pensamento e a obra de Freud além, de ser uma boa oportunidade para acompanhar os primeiros passos da Psicologia como a ciência que conhecemos atualmente.

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Olhos azuis, uma experiência sobre discriminação…

O objetivo  do documentário é colocar pessoas de olhos azuis na pele de uma pessoa negra por um dia. Na verdade, somente por 2 horas…


Olhos azuis é um documentário de 1996 sobre as experiências da professora e socióloga Jane Elliott sobre racismo e discriminação. Em 1968, a professora ganhou um Emmy com o documentário “The Eye of the Storm” que acompanhava a aplicação de um de seus exercícios sobre discriminação em uma sala da 3º série do ensino fundamental. Toda a dinâmica se baseava na cor dos olhos das crianças e era realizada durante o período de um dia. Somente um dia. A ideia era fazer com que as crianças experimentassem as discriminações diárias que crianças negras enfrentam.

Já em Olhos azuis, a ideia geral deste primeiro documentário é ampliada. Acompanhamos a aplicação de um dos workshops da professora sobre racismo para adultos, o exercício é semelhante ao aplicado às crianças, no entanto, com muito mais rigor… O objetivo é colocar pessoas de olhos azuis na pele de uma pessoa negra por um dia. Na verdade, somente por 2 horas… Para isso, ela rotula as pessoas, baseando-se apenas na cor de seus olhos, com todos os rótulos negativos e preconceituosos usados tão cotidianamente contra mulheres, negros, homossexuais, pessoas com deficiências físicas e todas aquelas que de alguma forma não participam do padrão de “normalidade” vigente…

Um ótimo documentário sobre racismo e discriminação, que evidencia questões importantes como, por exemplo, a construção social do papel do opressor  e o quanto essa construção, de certa forma, é coletiva já que depende do silêncio de muitos para existir e se perpetuar…

Direção: Bertram Verhaag | Roteiro: Jane Elliott | Ano: 1996 | Duração: 1h e 33min.

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O século do Ego-Parte 1: Máquinas da Felicidade

A teoria do inconsciente de Freud trazida para o cerne do mundo da propaganda e do marketing. O século do Ego (2002) é uma série de documentários produzida pela BBC , composta por 4 episódios. A proposta é apontar como as teorias de Freud foram aplicadas ao mercado e à política ao longo das últimas décadas, influenciando a maneira como empresas e governos passaram a lidar com as “massas”.

O primeiro episódio descreve a maneira como as ideias de Freud foram introduzidas nos EUA por sua filha, Anna Freud, e  seu sobrinho, Edward Bernays (o inventor da profissão de Relações Públicas). A partir desse encontro entre a teoria do inconsciente e o marketing passamos a observar o desenvolvimento de técnicas para o controle das massas na era da democracia, numa sociedade de  consumo cujo leque de opções para o mercado ainda era relativamente limitado.

http://www.dailymotion.com/video/xltv2d

 

O século do Ego Parte 2: A engenharia do consentimento – Para assistir CLIQUE AQUI!

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Encontro com Lacan / Documentário

No documentário “Encontro com Lacan”é possível conhecer melhor o pensamento e o cotidiano de Jacques Lacan (1901-1981) através de trechos de entrevistas e depoimentos de seus pacientes, alunos e amigos.

Enquanto criava e desenvolvia as bases teóricas e práticas da psicanálise, Sigmund Freud (1856-1939) se correspondia e participava de encontros com colegas e discípulos. O grupo promoveu congressos regulares a partir de 1908 e formou a Associação Psicanalítica Internacional. Das ramificações desse núcleo surgiram as gerações posteriores de psicanalistas, uma delas tem como principal representante o médico francês Jacques Lacan (1901-1981).

“Numa época em que a psicanálise buscava fundamentações na Biologia, Lacan escolheu a lingüística e a lógica para reconfigurar a teoria do inconsciente”, afirma Christian Dunker, psicanalista e professor do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP).

Lacan soube articular a psicanálise a diferentes campos do saber, como arte, literatura, ciência e filosofia, sendo lembrado como um importante representante da psicanálise do século XX e um dos seus principais representantes.

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Para aqueles que queiram conhecer melhor a obra e o pensamento de Jacques Lacan indicamos também o post “Jacques Lacan | Bibliografia em PDF”, são 23 livros do autor para download, para ver clique aqui!

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Dois documentários sobre Foucault: Foucault por ele mesmo e contra si mesmo…

Michel Foucault tornou-se um dos pensadores mais populares das últimas décadas, conquistando uma grande quantidade de “discípulos” e  “inimigos”. Em algumas situações, um verdadeiro “fla -flu”…


Tamanha popularidade faz com que seus pensamentos e posicionamentos sirvam, muitas vezes, como uma espécie de pano de fundo para intensas discussões. Por vezes, verdadeiros “barracos acadêmicos” entre foucaultianos e  não-foucaultianos… Neste sentido, os dois documentários são muito importantes, pois trazem considerações e pontos de vista realmente contundentes em relação às muitas polêmicas que o pensamento de Foucault desperta…

Foucault por ele mesmo (2003)

Trata-se de uma boa oportunidade para ouvir o próprio Foucault expor seus posicionamentos,  sem muitos intermediários…. Não se trata de uma biografia, apesar de algumas datas – nascimento, morte, publicações – coincidirem.  O propósito deste documentário é que o espectador descubra a experiência de um pensamento. Através do cruzamento de textos dos seus livros “Histoire de la folie”, “Surveiller et punir”, “Les Mots et les choses”, “Le Soucis de soi” e excertos de entrevistas e seminários. Dirigido por Philippe Calderon é uma produção de 2003 com 1h de duração.

Foucault contra si mesmo (2014)

Trata-se de uma coletânea de entrevistas com críticos e filósofos contemporâneos numa tentativa de construir novas formas de pensar sobre a luta contra os mecanismos de dominação da sociedade a partir do legado de Foucault. É uma produção de 2014 dirigido por François Caillat com 52 min. de duração.

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